Nove mil empregos em três meses: indústrias de calçados seguem contratando

Dados
elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam que a
indústria calçadista brasileira criou 979 novas vagas em março.

Com isso, o saldo
do primeiro trimestre de 2025 ficou positivo em 9,1 mil empregos nas contratações das indústrias do setor no país.

Dessa forma, o
setor encerrou o período com um total de 291,3 mil postos diretos na
atividade, 1,5% mais do que no ínterim correspondente de 2024.

O presidente-executivo da Abicalçados,
Haroldo Ferreira, destaca que, apesar da performance positiva, o cenário
ainda é muito desafiador para o restante do ano. “Temos situações
atípicas e que, certamente, afetarão esse número, para mais ou para
menos”, avalia o dirigente. Ele faz referência à guerra tarifária entre
Estados Unidos e China, que por um lado abre oportunidades no mercado
estadunidense, mas que por outro vem provocando uma “desova” de calçados
chineses no varejo brasileiro.

RIO GRANDE DO SUL

O maior empregador do setor calçadista
brasileiro segue sendo o Rio Grande do Sul, que no primeiro trimestre
gerou 1,7 mil novos postos.
O estoque total de emprego ficou em 82,6 mil
empregos diretos, 3,8% menos do que no mesmo período de 2024.

Em relação a números gerais de criação de empregos – em todos os setores – em 2025, o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado que mais gerou empregos no Brasil. De janeiro a março, foram 66.490 vagas.

Só em março, o estado fechou o mês com 8,9 mil novos postos formais, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do MTE.

OUTROS ESTADOS

Na sequência da geração de empregos do setor calçadista, aparecem os estados do
Ceará (que gerou 61 novos postos no trimestre e encerrou o período com
estoque de 69,16 mil empregos, 6,9% mais do que no mesmo intervalo do
ano passado), Bahia (que gerou 1,56 mil novas vagas no trimestre e
encerrou o período estoque de 42,43 mil empregos diretos, 3,7% mais do
que no mesmo intervalo de 2024) e São Paulo (que criou 2,36 mil novos
postos no trimestre e encerrou o período com estoque de 32,76 mil
empregos diretos, 2% mais do que no mesmo intervalo do ano passado.

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