Nova onda de golpes reforça alerta sobre falsas centrais de atendimento

No golpe da falsa central de atendimento, o criminoso entra em contato por telefone ou pelo Whatsapp se passando por um colaborador da instituição financeira

O principal objetivo dos golpistas é gerar um senso de urgência para que a vítima aja sem refletir. Divulgação

A internet trouxe praticidade, mas também abriu espaço para golpes que evoluem rápido e atingem milhares de pessoas todos os dias.

Nos últimos meses, uma nova onda de fraudes tem preocupado instituições financeiras de todo o país, especialmente em relação aos chamados golpes da falsa central de atendimento, em que criminosos se passam por colaboradores para induzir a vítima a compartilhar informações ou realizar transações.

De acordo com o estudo O Estado dos Golpes no Brasil 2026, divulgado pela Global Anti-Scam Alliance (Gasa) na quinta-feira (6), o Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais nos últimos 12 meses. Somente este ano, 81% dos adultos já tiveram contato com fraudes, resultando em R$ 21,2 bilhões em perdas.

MODO DE ATUAÇÃO DOS GOLPISTAS

No golpe da falsa central de atendimento, o criminoso entra em contato por telefone ou pelo Whatsapp se passando por um colaborador da instituição financeira.

Durante a ligação, informa uma suposta compra, transferência ou tentativa de fraude na conta da vítima e, sob o argumento de proteger os recursos, orienta que ela realize procedimentos no aplicativo, informe senhas, códigos ou outros dados sigilosos.

De acordo com o diretor de Operações da Sicredi Pioneira, Fábio Schmoekel, o principal objetivo dos golpistas é gerar um senso de urgência para que a vítima aja sem refletir. “Os criminosos criam uma situação de preocupação, dizendo que há uma movimentação suspeita ou uma tentativa de fraude na conta. A partir disso, tentam convencer o associado a fornecer informações ou realizar operações que, na verdade, beneficiam o próprio golpista. É importante lembrar que nenhuma instituição financeira liga para solicitar senhas, códigos de segurança ou pedir que o associado faça transferências para proteger sua conta”.

Ele reforça que nenhum aplicativo adicional aumenta a segurança do celular e instalá-lo pode permitir acesso remoto ao golpista. Perfis falsos em redes sociais e contatos que usam fotos de supostos funcionários também são práticas recorrentes. Diante da dúvida, a recomendação é sempre interromper a conversa e procurar o canal oficial da instituição.

COMO AGIR

Perceber algo estranho e agir rápido evita prejuízos maiores. As principais medidas de proteção incluem:

 

O canal verificado da Sicredi Pioneira para atendimento via WhatsApp é o (51) 3358-4770, que pode ser usado para confirmar informações e relatar suspeitas.

Para Schmoekel, buscar ajuda rapidamente é fundamental. “Não é motivo de vergonha. Pelo contrário: reconhecer o risco cedo é um ato de proteção. Estamos preparados para orientar e agir rápido, seja para bloquear movimentações ou esclarecer dúvidas antes que o prejuízo aconteça”, finaliza.

 

SOBRE A SICREDI PIONEIRA

A primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, a Sicredi Pioneira atua há mais de 120 anos com o propósito de construir comunidades melhores. Presente em 21 municípios entre o Vale do Sinos e a Serra Gaúcha, oferece soluções financeiras justas, com um atendimento humano, próximo e consciente.

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