O filme se repete: a Petrobras anuncia aumento dos combustíveis para as distribuidoras e os postos de combustíveis, mesmo sem receber a mercadoria com o novo preço, já começam a praticar os valores reajustados.
Quem paga a conta é o cliente/consumidor.
Foi assim nesta sexta-feira (19), com vários postos já cobrando cerca de 10 a 15 centavos a mais no litro da gasolina.
Em postos que estavam vendendo ao redor de R$ 3,65, por exemplo, foi pra R$ 3,75. Em outros, que estava cerca de R$ 3,70, foi pra R$ 3,85 o litro da gasolina.
É que a Petrobras começou a praticar, nesta sexta-feira, reajuste médio de 8% para o diesel vendido em suas refinarias, enquanto a gasolina teve elevação de 5%.
Foi o primeiro reajuste em junho para o diesel, combustível mais utilizado do Brasil, e o segundo para a gasolina, que havia sofrido aumento de 10% no dia 9 de junho.
A informação de mais um reajuste havia sido divulgada pela companhia na quinta-feira, por meio da assessoria de imprensa.
Mesmo com segundo reajuste consecutivo para cima, o preço do diesel ainda acumula queda de 35,5% neste ano em razão da queda brutal do consumo pela pandemia do novo coronavírus.
A gasolina teve o sexto movimento seguido de alta, mas ainda acumula recuo de 20% neste ano. Contudo, neste ritmo, nas próximas semanas deverá se aproximar do valor praticado antes da pandemia.
A Petrobras defende que sua política de preços busca seguir valores de paridade de importação, que levam em conta o petróleo no mercado internacional e custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio.
