O governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB),
parece não ter limites para debochar da população. Mesmo com denúncias da
Procuradoria Geral da República (PGR), vários aliados denunciados, ministros
suspeitos de corrupção e uma série de falcatruas envolvendo seu partido, o
governo federal se supera no quesito deboche. Faltam recursos para a saúde, educação, segurança, estradas e tantas outras áreas, mas para bombons especiais dá para esbanjar…
A entidade Contas Abertas, que analisa os gastos públicos,
detectou a compra absurda. O chocolate é da Aquim, marca do Rio de Janeiro. O valor total da compra foi de R$ 7.920,00. É chocolate ao leite, sem recheio, com validade de um ano.
A
Contas Abertas divulgou uma manifestação em seu site – http://www.contasabertas.com.br. Confira o texto na
íntegra:
“As contas do governo estão numa situação crítica. Enfrentar
o rombo de R$ 159 bilhões é uma das tarefas mais árduas com a qual a equipe
econômica precisa lidar. Mas a crise não impede que alguns presentinhos sejam
ofertados pelo presidente da República, Michel Temer.
O cerimonial do Ministério das Relações Exteriores reservou
cerca de R$ 8 mil para a compra de bombons para dignitários estrangeiros em
visita ao Brasil ou visitados pelo Governo brasileiro, seguindo o cerimonial
diplomático consagrado internacionalmente.
A compra consistiu em 4 caixas grandes e 3 caixas menores de
chocolate artesanal de alta qualidade produzido no Brasil, da marca Aquim. “Trata-se de fórmula especial, desenvolvida no Brasil,
explorando as particularidades do cacau brasileiro, sem adição de castanhas ou
aditivos comuns em chocolates industriais”, explicou a Pasta.
As caixas são estojos especiais, com pinça folheada de ouro,
fabricadas artesanalmente em imbuia. Na nota de empenho da compra estão as
características dos bombons: chocolate sabor ao leite e sem recheio.
O Cerimonial do Itamaraty ainda afirmou a Contas Abertas que
sempre presenteia as autoridades estrangeiras com produtos brasileiros de alta
qualidade, “de forma a divulgar os produtos e a cultura nacionais”.
