O ano de 2014 não será esquecido tão cedo pelo setor coureiro brasileiro. Na temporada passada, o valor total de couros e peles exportados do Brasil para dezenas de países alcançou US$ 2,947 bilhões – no câmbio de hoje, com o dólar valendo R$ 2,70, significaria um resultado
de 8 bilhões de reais. A soma superou em 17,4% as exportações registradas em 2013. A informação foi repassada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com apuração
da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
Os números exclusivos do mês de dezembro apontam aumento de 5,8% em relação ao mesmo mês de 2013: no último mês de 2014 exportou-se US$ 254 milhões. No ano anterior, este montante foi de US$ 240,1 milhões.
O presidente executivo do CICB, José Fernando Bello, avalia que o balanço das exportações de 2014 é positivo não apenas em números, mas também na série de esforços e investimentos do setor para ser mais competitivo no mercado externo. O gestor destaca que o trabalho empenhado em pautas como qualidade do couro, sustentabilidade, promoção de imagem e tecnologia foram fundamentais para os resultados de 2014, bem como para a continuidade do país como protagonista no cenário internacional. “Foi um bom ano em termos de números, com o couro tendo o seu valor reconhecido em todo o mundo como uma matéria-prima superior”, analisa.
Bello menciona o projeto setorial
Brazilian Leather
– uma iniciativa de CICB e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para incentivo às exportações de couros – como um vetor fundamental no balanço das exportações em 2014. “Acreditamos que os avanços atingidos em 2014 estejam ligados ao trabalho de todo o setor em fazer o couro do Brasil ter seu devido reconhecimento, com inovação, conhecimento e investimentos. Este é o resultado que pode render benefícios por anos para a indústria”, salienta o dirigente.
O ano de 2015 inicia-se com diversos desafios para o setor de couros do Brasil, que espera manter o ritmo dos resultados de 2014. Bello destaca que este é um momento importante e decisivo para que os governos tenham uma postura mais colaborativa com a indústria, o que deve trazer benefícios diretos para a economia do país.
