Exportações de calçados mantêm mesmo volume de vendas no primeiro bimestre de 2018

As
exportações brasileiras de calçados começaram 2018 com oscilações.

Conforme dados
elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados),
no primeiro bimestre deste ano foram embarcados 20,6 milhões de pares, que
geraram US$ 157,75 milhões. Esse registro tem dois desdobramentos: no volume de pares, os embarques estão praticamente empatados com os números de 2017. Contudo, quando se analisa a receita gerada com as vendas, a queda é de 3,2% na relação com igual período de 2017.

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, as exportações que
estão chegando às prateleiras no exterior foram negociadas no final do ano
passado, com uma desvalorização significativa do dólar frente ao real. “Quando
isso acontece, temos dificuldades de formar preços competitivos para o
comprador internacional. No Brasil convivemos com uma das maiores cargas
tributárias entre os países em desenvolvimento, que oneram a produção e
encarecem o produto. Neste ambiente, o câmbio favorável acaba sendo um
compensador, o que não vem ocorrendo”, comenta.

Para o executivo, o movimento de queda não deve mudar nos próximos meses. “Se
tivermos um suspiro será no segundo semestre, quando serão comercializados os
produtos de verão”, ressalta, acrescentando que, diferentemente do ano passado,
a “esperança” de dias melhores está no mercado doméstico, que vem em
recuperação gradual. “Com o câmbio da maneira que está, com o dólar na casa de
R$ 3,20 não temos perspectivas de uma recuperação nos embarques”, comenta.

DESTINOS
Nos primeiros dois meses do ano, o principal destino do calçado brasileiro
foram os Estados Unidos, para onde foram embarcados 1,74 milhão de pares que
geraram US$ 23,36 milhões, quedas de 22,6% em volume e de 29,3% em receita na
relação com igual período de 2017. O segundo destino do bimestre foi a Argentina. O terceiro posto dos destinos segue com a França.ESTADOS EXPORTADORES

O maior exportador de calçados, que responde por mais de 40% do valor gerado
com embarques, segue sendo o Rio Grande do Sul. No primeiro bimestre, os
calçadistas gaúchos exportaram 4 milhões de pares que geraram US$ 69,6 milhões,
quedas tanto em pares (-5,2%) quanto em receita (-4%) na relação com 2017.

O segundo maior exportador do bimestre foi o Ceará, de onde partiram 8,88
milhões de pares que geraram US$ 44,43 milhões, um incremento de 11,4% em
volume e de 2,4% em receita em relação ao mesmo período do ano passado. No terceiro posto, São Paulo comercializou com o exterior 894 mil pares por US$
14,24 milhões, quedas de 29,2% em volume e de 18,3% em receita em relação a
2017.

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