Em seis meses, indústrias calçadistas do Brasil criaram mais de 27 mil novos empregos

É uma recuperação com louvor do setor calçadista brasileiro.

É verdade que foram meses complicados e tensos, principalmente em 2020 e no primeiro semestre de 2021. A pandemia de coronavírus deixou um rastro inicial de desemprego e muita aflição.

Só que o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022 são de uma absoluta redenção para os fabricantes.

Na sua escalada de recuperação, o setor calçadista nacional gerou mais de quatro mil vagas em junho deste ano.

Dessa forma, foram gerados 27,5 mil postos de trabalho no primeiro semestre do
ano.

Com isso, o setor encerrou junho com 293,75 mil pessoas empregadas
diretamente na atividade, 73 mil pessoas a mais do que no mesmo período
de 2020 e 46 mil a mais do que no mesmo mês do ano passado.

O número
aponta para um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo intervalo de
2021 e uma recuperação plena das perdas provocadas pela crise
desencadeada pela pandemia de Covid-19.

Hoje a indústria calçadista
emprega 5,4% mais do que em 2019.
Os dados foram elaborados pela
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

EXPORTAÇÕES

O
presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a
indústria calçadista vem em recuperação. Segundo ele, no mercado
doméstico, entre janeiro e maio, as vendas de calçados cresceram mais de
21% no comparativo com o mesmo período de 2021.

Já nas exportações, no
primeiro semestre, foram embarcados 75 milhões de pares, 31,3% mais do
que no mesmo intervalo do ano passado. “A indústria calçadista responde
rapidamente aos estímulos da economia”, frisa.

ESTADOS

Respondendo por 28% do total de empregos na atividade, a indústria calçadista do Rio Grande do Sul é a que mais emprega.

Conforme os dados elaborados
pela Abicalçados, entre janeiro e junho, o setor calçadista gaúcho criou
7,2 mil vagas, encerrando o mês passado com 83 mil pessoas empregadas
na atividade, 15,7% mais do que no mesmo período de 2021.

Segundo estado que mais emprega na indústria calçadista, o Ceará gerou 3,63 mil postos no primeiro semestre, encerrando junho com 65 mil pessoas trabalhando na atividade, 13,3% mais do que no mesmo mês do ano passado.

O terceiro estado que mais emprega no setor é a Bahia. No primeiro semestre, as fábricas baianas geraram mais de 5 mil postos, encerrando junho com 40,8 mil pessoas empregadas na atividade, 29,6% mais do que em junho de 2021.

Com
crescimento de 28,7% no estoque de emprego em relação ao ano passado,
São Paulo é o quarto maior empregador do setor calçadista nacional. No
primeiro semestre, as fábricas paulistas geraram 5,4 mil vagas,
encerrando o mês de junho com estoque de 34,25 mil empregos no setor.

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