A campo-bonense Bárbara Paz, 44 anos, brilhou no 76ª Festival de Cinema de Veneza, na Itália.
Neste sábado (7), foram conhecidos os vencedores da tradicional mostra cinematográfica internacional. Ela venceu a mostra Venice Classics, premiação dedicada a filmes que têm o cinema como temática.
Foi a estreia de Bárbara Paz como diretora, que apresentou o documentário “Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”. O longa-metragem acompanha os últimos anos de vida do cineasta Hector Babenco, com quem Bárbara viveu junto por nove anos.
O filme ganhou contornos de uma crônica dos últimos dias do diretor brasileiro, de origem argentina, morto em 2016, depois de décadas lutando contra o câncer. Seus filmes mais famosos incluem Pixote: A Lei do Mais Fraco (1982) e Carandiru (2003).
Ao receber a premiação, bastante emocionada e até trêmula, ela fez um desabafo: “Este prêmio é muito importante para o meu país. Precisamos dizer não à censura: vida longa à liberdade de expressão. Vida longa ao cinema”, bradou.
O recado da gaúcha é direto ao momento que vive o país, com filmes, exposições, livros e outras expressões artísticas sendo censuradas por diferentes governos.
Bárbara também agradeceu ao companheiro de quase uma década. “Hector costuma dizer que filmar era viver mais um dia. O cinema o mantinha vivo. Hector obrigado por acreditar em mim. Te amo para sempre. Você me deu tudo”, destacou.
O documentário já havia vencido o Bisato D’Oro, prêmio da crítica independente, no 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza.
O Leão de Ouro de Melhor Filme do Festival de Veneza foi para “Coringa”, de Todd Phillips, que tem o ator Joaquin Phoenix no papel principal do filme, que conta o surgimento do eterno inimigo de Batman.
