O Brasil gerou 313.902 postos de trabalho em setembro deste ano, resultado de 1.780.161 admissões e de 1.466.259 desligamentos de empregos com carteira assinada.
No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 2.512.937 novos trabalhadores no mercado formal.
Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou nesta terça-feira (26) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.
O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 41.875.905, em setembro, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.
De acordo com o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni (DEM), o país está mantendo a tendência dos últimos três meses de mais de 300 mil empregos novos por mês, o que é uma “demonstração clara da recuperação formal da economia”. Para ele, a campanha de vacinação contra covid-19 tem sido fundamental nessa retomada das atividades econômicas, mas ainda é preciso avançar em programas de qualificação e recolocação profissional.
“O governo vibra muito com esse número, mas não esquece de olhar para aqueles que estão hoje na informalidade, quer por falta de oportunidade, quer por falta de qualificação. E nós precisamos ter esse olhar duplo, de um lado aquele que tem hoje o seu emprego formal mantido, garantido e ampliado no Brasil e por outro lado aquela parcela de quase 40 milhões de brasileiros e brasileiras que precisa que o Estado olhe para eles e crie uma rampa de ascensão para a formalização”, disse.
NOVO HAMBURGO
Nestas mesmas Estatísticas Mensais do Emprego Formal,
O município criou 697 postos de trabalho com carteira assinada no mês de setembro.
Este é o melhor saldo em todo o Estado, atrás apenas de Porto Alegre, e superando grandes centros econômicos do Estado, como Caxias do Sul e Canoas.
Este é também o quarto mês consecutivo que Novo Hamburgo aparece na vice-liderança gaúcha entre as cidades que mais geram emprego.
“O mais significativo disso tudo é que são postos de trabalho com carteira assinada. Ou seja, empregos em que os trabalhadores têm assegurados todos os seus direitos trabalhistas e sociais”, destaca a prefeita Fátima Daudt (PSDB). A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Paraskevi Bessa Rodrigues, acrescenta que a expectativa é seguir neste ritmo nos próximos meses. “Cada vez mais estamos consolidando o ambiente positivo para empreender que implantamos na cidade”, explica.
O destaque do mês foi a indústria, que respondeu por mais da metade dos empregos gerados, com 421 novos postos de trabalho; seguido de serviços, com saldo de 176; e comércio, com 108. A construção civil teve saldo negativo de menos oito postos de trabalho.
O diretor de Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Nelson Dietrich, chama atenção para o equilíbrio entre os gêneros nas contratações, com 375 homens e 322 mulheres em setembro. “Além disso, quase metade das 697 vagas ocupadas foram por pessoas com ensino médio completo, o que reforça a importância da educação”, enfatiza.
ACUMULADO
Com isso, pela primeira vez no ano, o Caged também mostra Novo Hamburgo como a segunda cidade gaúcha com o maior acumulado na geração de emprego nos nove meses de 2021, com um saldo positivo de 8.104 postos de trabalho criados.
E ainda dos últimos 12 meses, entre outubro de 2020 e setembro de 2021, com 10.524 empregos gerados, atrás somente de Porto Alegre em ambos os casos.
