Brasil está entre os dez países mais perigosos e mortais para jornalistas trabalharem

É mais um ranking para envergonhar o Brasil. O país que se vende e se apresenta como uma democracia – num tremendo jogo de cena a partir de dezenas de arbitrariedades e gestos autoritários – figura entre os dez Estados do mundo mais perigosos e mortais para jornalistas. Conforme a organização Press Emblem Campaign (PEC), com sede na Suíça, o Brasil finaliza o ano de 2014 na 10ª posição do ranking internacional que aponta as nações mais arriscadas para quem trabalha na linha de frente da apuração e produção de notícias.

O ranking é liderado, nas quatro primeiras posições, por Gaza, Síria, Paquistão e Iraque. O critério adotado para definir a periculosidade de um país em relação ao trabalho dos jornalistas é o do número de assassinatos de profissionais ao longo dos últimos meses. No Brasil, até agora, já foram quatro jornalistas assassinados. Ocupando o indesejado e abominável top 10 do levantamento, o Brasil teve o mesmo número apresentado pela República Centro-Africana. México (oito assassinatos) e Paraguai (três) são as outras duas nações latino-americanas a aparecem entre as 15 primeiras posições. O estudo afirma que 36% dos crimes fatais contra jornalistas ocorreram no Oriente Médio.

Conforme o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, os números revelados assustam e servem de estímulo para a continuidade do trabalho. Lempem destacou que é necessário criar um trabalho de união global para evitar mais assassinatos de jornalistas. “É por isso que a PEC tem apelado repetidamente para um instrumento internacional para proteger os jornalistas. A vontade política dos países mais afetados, necessária para lançar luz sobre os assassinatos e levar os responsáveis à Justiça, está faltando, e nos países em conflito muitas vezes é impossível lançar um inquérito”. O levantamento completo pode ser conferido no site da entidade: http://www.pressemblem.ch/

Ranking da violência – Número de jornalistas assassinados em 2014

1) Gaza – 16

2) Síria – 13

3) Paquistão – 12

4) Iraque – 10

5) Ucrânia – 9

6) México 8

7) Afeganistão – 6

8) Somália – 5

8) Honduras – 5

10) Brasil – 4

10) República Centro-Africana – 4

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