O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou na noite desta quarta-feira (17) que o governo vai reduzir de 35% para 20% a alíquota do imposto de importação de bicicletas no Brasil até o final do ano.
Em uma postagem nas redes sociais, em que aparece andando de bicicleta, o presidente escreveu que a medida foi uma decisão da Câmara de Comércio Exetior (Camex), do Ministério da Economia.
A medida tem publicação na edição de desta quinta-feira (18) do Diário Oficial da União (DOU).
“Atualmente o Imposto é de 35%. A CAMEX deliberou por diminuí-lo. Publicará no DOU de amanhã: para 30% em março/21; para 25% em julho/21; e para 20% em dezembro/21”, postou Bolsonaro.
VENDAS EM ALTA
Em alguns comércios de Novo Hamburgo, há vários meses se registra falta de modelos ou peças. A pandemia provocou um “boom” mundial nas vendas de bicicletas, contudo, houve falta de componentes para manter a produção nacional em ritmo acelerado.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), os fabricantes nacionais estão limitados pelo desabastecimento de peças e componentes. Cerca de 50% das peças de um modelo são provenientes de fornecedores globais.
Em janeiro deste ano, a produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) totalizou 56.981 unidades. O volume é 44,6% maior às 39.400 bicicletas finalizadas em dezembro de 2020 e 1% superior ao contabilizado em janeiro de 2020 (56.410). Os dados são da Abraciclo.
Comprovando o crescimento no ano passado, em setembro e outubro de 2020 houve aumento de 64% nas vendas de bikes no país, em comparação com o mesmo período de 2019.
Outro dado: em outubro do ano passado, segundo levantamento do site OLX, a bicicleta ficou em primeiro lugar no ranking da plataforma, com 75% das buscas registradas.
