Bares e restaurantes querem retorno do horário de verão, mas Bolsonaro não deve aceitar pedido

Os setores de hotéis, bares e restaurantes enviaram, na semana passada, uma carta para o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e para o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pedindo a volta do horário de verão.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, a mudança poderia favorecer o setor produtivo do país e ajudar na retomada econômica. “O retorno na mudança no horário beneficia as atividades ligadas ao setor, como o turismo local. Além de representar uma economia na energia elétrica diante da preocupação com a crise hídrica”, diz.

Nesta terça-feira (6), Bolsonaro criticou o uso do horário de verão e afirmou que a medida não traz nenhum ganho financeiro.

Segundo o presidente, conversando com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, a maioria é contra o horário de verão porque “mexe no horário biológico” das pessoas.

Questionado recentemente pela CNN sobre a possibilidade de alteração, o Ministério de Minas e Energia disse que a contribuição do horário de verão no consumo é “atualmente limitada”, porque a “maneira que gastamos energia mudou” e que “não observamos que a aplicação do horário de verão traga benefícios para a redução da demanda.”

Entidades filiadas à Confederação Nacional do Turismo (CNTur) do Paraná, da Bahia e de Santa Catarina também enviaram o pedido ao governo. Com o dia iluminado por mais tempo, existe um incentivo natural para que as pessoas fiquem mais tempo na rua circulando e, naturalmente, consumindo em espaços como bares, restaurantes, cafeterias, bistrôs, pubs e padarias.

Segundo Solmucci, o país está vivendo uma crise de energia e, ainda que a economia tenha sido argumentada no passado como pequena, qualquer economia nos dias de hoje pode ser muito importante. “Enxergamos ser uma equação ganha, ganha, alinhada coma situação, estamos vivendo um momento duro na pandemia quanto momento perigoso da falta de energia. Então participar desse movimento é favorável para a sociedade e se socorremos o setor de turismo estamos socorrendo também o setor de alimentação fora do lar, ” acrescenta Solmucci.

HISTÓRICO

O horário de verão foi abolido em abril de 2019, por decreto de Bolsonaro, que, na época, apresentou um estudo do Ministério de Minas e Energia (MME) que chegava à conclusão que, com o fim da mudança temporária, o consumidor teria uma economia de R$ 100 milhões.

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