Até agosto, indústrias calçadistas do país geraram cinco mil novos empregos por mês

O Brasil gerou 278.639 postos de trabalho em agosto deste ano.

No acumulado de 2022, o saldo é de 1.853.298 novos trabalhadores no mercado formal.

Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou, nesta sexta-feira, em Brasília, as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O setor calçadista brasileira segue mantendo generosa contribuição para esta estatísticas positivas.

Dados elaborados pela Associação Brasileira
das Indústrias de Calçados (Abicalçados),apontam que, entre janeiro e agosto, a indústria de
calçados gerou 40 mil postos de trabalho. Somente em agosto foram mais
de 5 mil vagas criadas – é a média mensal para este período dos oito primeiros meses de 2022.

Com o registro, o setor encerrou agosto
totalizando mais de 306 mil pessoas empregadas diretamente na atividade
em todo o Brasil, o melhor estoque de empregos do setor desde outubro de
2015. No comparativo com agosto de 2021 o crescimento é de 16,5%.

RIO GRANDE DO SUL

O
Rio Grande do Sul, que emprega 27% da mão de obra do setor calçadista
brasileiro, gerou 8,78 mil postos de trabalho entre os meses de janeiro e
agosto. Com isso, a atividade somou 84,65 mil pessoas empregadas, 13,8%
mais do que no mesmo período do ano passado.

O
segundo estado que mais emprega no Brasil é o Ceará, que responde por
22% dos empregos gerados na atividade. Entre janeiro e agosto, as
fábricas calçadistas cearenses criaram 7,8 mil vagas, encerrando o mês
oito com 69,35 mil pessoas empregadas no setor, 14% mais do que no mesmo
mês do ano passado.

Gerando
7,9 mil vagas nos oito primeiros meses do ano, e somando um total de
43,63 mil pessoas na sua indústria de calçados, a Bahia é o terceiro
estado que mais emprega no País. O crescimento na relação com agosto do
ano passado é de 30%.

AVALIAÇÃO

O presidente-executivo da Abicalçados,
Haroldo Ferreira, ressalta que o número é resultado da recuperação da
atividade, com crescimento registrado tanto no mercado interno quanto
externo. “No varejo doméstico, que representa mais de 85% das vendas da
indústria de calçados, já crescemos 11% no comparativo entre janeiro e
julho deste ano com o mesmo intervalo do ano passado. Já as exportações
cresceram 30% no comparativo entre janeiro e agosto deste ano com o
mesmo período de 2021. E a demanda por calçados segue em crescimento e
deve ser acentuada no último trimestre do ano em função das festas”,
avalia o executivo.

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