Arezzo anuncia redução de colaboradores. Abicalçados projeta que setor calçadista deve ter 57 mil demissões até dezembro

A
falta de demanda do varejo doméstico aliada à queda nas exportações, em
função do alastramento da pandemia da Covid-19, seguem provocando uma onda
de demissões no setor calçadista brasileiro.

Números desta semana pela
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam
que, do final de março até o dia 19 de maio, foram desligados 32,8 mil
trabalhadores no setor, mais de 12% do total empregado na atividade (269
mil pessoas, em dezembro de 2019).

Numa apuração extra-oficial do Portal Martin Behrend, contabilizando ateliers e pequenos negócios que não estão nesta contabilidade da entidade, este número supera 35 mil demissões e desligamentos.

Conforme já projetado e divulgado pela Abicalçado, para o ano de 2020 a estimativa é de que o setor perca até 57 mil postos, caso a crise mantenha o ritmo atual.

Em dezembro do ano passado o setor empregava 269 mil pessoas, número que pode fechar 2020 em 212 mil.

A própria entidade vem trabalhando com carga horária reduzida em razão da necessidade de se ajustar à atual realidade.

AREZZO

Nesta sexta-fera, a lista de demissões teve um novo capítulo. A indústria calçadista Arezzo – das marcas Arezzo, Schutz, Alexandre Birman, Anacapri, Fiever e Alme, além da grife Vans (adquirida em outubro do ano passado para exclusividade no Brasil) – desligou 190 trabalhadores em unidades de São Paulo e Campo Bom.

Dos 190 demitidos, 91 são de Campo Bom. Os colaboradores que deixaram a empresa receberão apoio psicológico e terão seis meses de plano de saúde mantidos pela companhia.

Com esses desligamentos, serão mais de 33 mil demissões nas estatísticas da Abicalçados. Só que a projeção é de 57 mil no total. Ou seja, ainda vem muita notícia triste pela frente.

Sair da versão mobile