A campanha do Esporte Clube Novo Hamburgo no Gauchão 2026 traz algumas referências no time.
Embora as falhas na primeira rodada contra o Inter, o goleiro Omar foi se transformando num paredão. A dupla de zaga formada por Romércio e João Marcus entrosou. Allison é acima da média no ataque – e o gol de bicicleta contra o colorado merecia uma placa no Estádio Beira-Rio. Como centroavante, Luam Parede perturba, incomoda e já marcou seus gols. Na casamata, o técnico Rogério Zimmermann é um inquieto em busca da perfeição.
Agora, existe um nome que precisa ser reverenciado. O volante. O número 5. O capitão. O maestro da cadência anilada. O homem de 36 anos que parece correr feito guri. Amaral vem sendo gigante!
Ídolo anilado e com sete passagens pelo Estádio do Vale, o jogador foi titular do Noia na inédita conquista do Gauchão de 2017 e liderou a equipe hamburguense na volta à elite, com o título da Série A2 do Gauchão em 2025.
Mas tem algo diferente acontecendo com o capitão. A caminho de 37 anos, Amaral está melhorando. Se no título estadual de 2017 sobrava vitalidade na marcação e, com isso, ele cometia faltas desnecessárias, em 2026, Amaral segue implacável na marcação, mas avaliando com mais sabedoria a hora de dar o bote.
Mais do que isso: Amaral está desarmando melhor e armando com mais precisão. É no seu ritmo que começa boa parte da distribuição das jogadas, ora amparado por Carlos Maia, ora avançando com os laterais. E que fôlego!
Claro que o volante não é de ferro. Ao longo das partidas, ele tromba com os adversários e, por vezes, fica estendido no gramado. O torcedor sua frio com a cena e pensa em silêncio: “Ergue, Amaral! Te levanta, Amaral!” Então, ele se estica, ajeita as meias, dá uma respirada e volta ao combate.
Na saída de campo no jogo contra o Avenida, quando o placar estava 1 a 1, ele explodiu de indignação pois sabia que naquele jogo o Noia estava melhor até ter Ávila expulso. Mesmo com tantos anos de futebol, o volante não se conforma – e isso deveria inspirar uma gurizada que está mais preocupada com corte de cabelo, Instagram e chuteira colorida.
Aos 36 anos, Amaral carrega a marca surpreendente de estar em evolução. Um símbolo da garra anilada. Uma fonte de inspiração. Uma referência nos títulos recentes do Noia.
No próximo sábado (7), Amaral voltará a vestir a braçadeira de capitão do Esporte Clube Novo Hamburgo. Será no confronto único das quartas-de-final do Gauchão, contra o Grêmio, na Arena, a partir das 18h30. O desafio é para destemidos. Nada que incomode Amaral, um ídolo do Noia em permanente transformação. Que o esquadrão anilado incorpore o espírito do seu capitão rumo ao bicampeonato do Gauchão!

























