Mais de 130 entidades do Rio Grande do Sul (conforme atualização das 15 horas desta sexta-feira, 28) já assinaram um manifesto pela restrição severa à publicidade das Bets – sites de apostas.
O texto, de 12 linhas, faz uma alerta sobre a gravidade do vício em jogos eletrônicos e suas consequências.
O tema é tão grave e abrangente que já pode ser chamado de “pandemia”, conforme diagnóstico do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).
Além da questão de saúde, o aspecto financeiro é alarmante: as pessoas estão se endividando com as apostas e acabam levando esse drama para suas famílias. Ao invés de utilizar os valores em gastos como alimentação, roupas ou educação, muitos brasileiros estão criando dívidas em apostas, nas bets.
VALE DO SINOS
Entre as entidades que subscrevem o manifesto estão Federasul, Cremers, Federação Varejista, Sindilojas RS, Associação Gaúcha do Varejo (AGV), Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), CDL Porto Alegre, CDL Sapiranga, CDL Gramado, Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI), Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinMaqSinos), Câmara da Indústria, Comércio, Serviço e Agronegócio do Vale do Paranhana (CICS VP), entre tantas outras.
O MANIFESTO
Confira abaixo o manifesto na íntegra:
PELA RESTRIÇÃO SEVERA À PUBLICIDADE DAS BETS
BET VICIA! E o vício em jogo está destruindo famílias
Milhões de famílias estão sendo destruídas, com pais e filhos perdidos no vício em jogos eletrônicos, numa compulsão incontrolável por jogar corrompendo virtudes, provocando endividamento e inadimplência, comprometendo a renda que garantia a alimentação, os estudos, até provocar a perda dos bens que acumularam ao longo da vida.
O CREMERS vem alertando para danos gravíssimos à saúde pública, já em escala de epidemia, com reflexos na saúde mental, na violência doméstica, em casos de suicídios de jogadores que não percebiam saídas para as dívidas de jogos. Entidades empresariais denunciam desfalques de funcionários corrompidos pela compulsão, perdendo a dignidade no crime para pagar o vício no jogo, alertam para o futuro e a renda que o Brasil perde para outros países.
Uma doença tão grave para a saúde da Nação brasileira vem sendo impulsionada por publicidade em redes sociais e nos meios de comunicação, com anúncios sufocando o debate na opinião pública, numa distorção dos remédios que a democracia dispõe em busca da cura.
É urgente que a classe política enfrente a situação, pelo menos com as mesmas restrições à publicidade impostas aos vícios lícitos, com tributação sobre as BETS na proporção dos prejuízos à saúde pública e economia brasileiras.
























