“… Meu voto é o mesmo voto que dei há dois anos. Isso me permite dormir tranquilo e olhar nos olhos daqueles que mais amo, meus filhos…”
“…O que me manteve em pé foi a coerência. Ela me ensinou que a política pode mudar, os cargos passam, os governos se alternam, mas o caráter e a verdade permanecem.”
As frases acima foram ditas, nesta segunda-feira (3), pelo presidente da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, Cristiano Coller (PP). E foi um recado direto ao seu colega de partido e atual prefeito hamburguense, Gustavo Finck.
Hoje ocorreu a votação, em segundo turno, do Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 2/2025, de iniciativa do Executivo, que promove mudanças nas regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos municipais.
No primeiro e no segundo turnos, Coller votou contra o projeto – repetindo os votos de 2023, quando um projeto semelhante foi apresentado pela ex-prefeita Fátima Daudt. Há dois anos, Coller e Finck fincaram pé, ficaram ao lado dos sindicatos dos servidores, cobraram auditoria e impediram a aprovação do projeto pelo governo Fátima.
Agora, Coller manteve a coerência no seu voto. Já Finck atuou como um traidor dos servidores. Ele simplesmente ignorou sua postura de 2023 e, em 2025, trabalhou ferozmente para aprovar o projeto pelo qual havia dito não.
Em dois anos, Finck saiu do papel de fervoroso vereador aliado dos servidores ao prefeito carrasco que traiu a categoria.
CCS
O desabafo de Coller na sessão de hoje tem relação com a velha política praticada pelo prefeito. Indignado que o vereador manteve a coerência, Finck mandou exonerar CCs indicados pelo parlamentar – Felipe Kuhn Braun (PSDB) também manteve a coerência de 2023, mesmo sendo base do governo Finck, e igualmente foi punido.
O Portal Martin Behrend registrou esta situação das exonerações: https://martinbehrend.com.br/politica/a-velha-politica-pulsa-em-novo-hamburgo-governo-finck-pune-a-coerencia-de-vereadores .
Na sessão desta segunda-feira, Coller falou abertamente que indicou CCs qualificados para o Poder Executico e que, agora, as chefias estavam com gente faltando nos setores em que houve as exonerações exigidas pelo prefeito. O chefe do Legislativo também deixou em aberto como será sua relação com o prefeito e colega de partido, reafirmando que seguirá mantendo sua coerência nos votos.
No complemento da fala, ele agradeceu ao apoio de familiares e amigos que ficaram ao seu lado, sustentando o voto coerente diante da pauta em questão.

























