O site ABC+, do Grupo Sinos, publicou reportagem, nesta semana, informando o fechamento de cursos de graduação na Universidade Feevale.
Um posicionamento oficial sobre essa decisão foi enviado ao Portal Martin Behrend. Confira a manifestação da instituição na íntegra:
“A partir do próximo processo seletivo, a Universidade Feevale não ofertará mais os cursos de Artes Visuais, Design de Interiores, Estética e Cosmética, História, Letras e Relações Públicas. A decisão foi tomada após análise do cenário educacional, considerando a baixa procura nessas áreas, o que inviabiliza a continuidade da oferta. Os estudantes já matriculados terão assegurada a conclusão de sua formação, contando com o suporte integral da Universidade até a finalização do curso.
A Feevale reforça o compromisso de seguir investindo em áreas que promovam o desenvolvimento da educação, da cultura e da pesquisa, mantendo-se atenta às transformações sociais e educacionais para continuar oferecendo ensino de qualidade.”
MOBILIZAÇÃO
A notícia impactou muitas pessoas envolvidas diretamente ou indiretamente com as graduações e a área da educação. Entre todos os cursos que serão descontinuados, o que mais vem causando reações e comoção é o encerramento das Artes Visuais.
Criado em 1970, o curso, que completou 55 anos em 2025, é um dos mais antigos da Universidade Feevale. Ele está na origem da Feevale com o Instituto de Belas Artes – onde hoje está a Casa das Artes, na Avenida 1º de Março.
Diante dessa notícia, hamburguenses começaram diferentes mobilizações. Ainda na quarta-feira, artistas egressos e estudantes da Feevale participaram de reunião com a Comissão de Educação e Cultura (Coedu) da Câmara de Vereadores. O artista e empreendedor Leonardo Lessa – presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) – destacou a relevância da graduação e o reconhecimento de artistas formados pela Feevale, inclusive no exterior. “Sou prova de que a arte cura e me entristece alguns discursos contrários às manifestações artísticas”, afirmou, ressaltando que os cursos de humanas foram fundamentais para que a instituição conquistasse o título de universidade.
Ex-aluno, o arquiteto e pintor Regis Bondan relembrou memórias afetivas do campus 1 na infância, quando o pai era funcionário da Feevale, e ressaltou as inúmeras obras de arte existentes no prédio da avenida Dr. Maurício Cardoso, especialmente nos espaços que abrigavam as aulas de Belas Artes.
Já o graduando Maurício Hilgert relatou haver um processo de desmonte do curso, que formou nomes como Marciano Schmitz, Ariadne Decker e Flávio Scholles, referências para os profissionais da cultura. Ele também alertou que o encerramento das graduações pode impactar a formação de professores na região.
Eles foram recebidos no Parlamento hamburguense pelos vereadores Felipe Kuhn Braun (PSDB), Professora Luciana Martins (PT) e Nor Boeno (MDB).
ABAIXO-ASSINADO
Em outra frente de atuação, foi criado um abaixo-assinado virtual, que já conta com centenas de assinaturas. O texto começa assim: ”
“Nós, abaixo-assinados, estudantes, professores, artistas, e membros da comunidade, manifestamos nossa profunda preocupação diante da decisão da ASPEUR, mantenedora da Universidade Feevale, de extinguir o curso de Artes Visuais, juntamente com outras licenciaturas.
O curso de Artes Visuais é o mais antigo da instituição, com origem no Instituto de Belas Artes (IBA), marco histórico da cultura e da educação na região.”
O abaixo-assinado pode ser acessado aqui: https://www.change.org/p/em-defesa-do-curso-de-artes-visuais-da-universidade-feevale?recruiter=995058890&recruited_by_id=3004c570-c3a5-11e9-8997-15589e6558e0&utm_source=share_petition&utm_campaign=starter_onboarding_share_personal&utm_medium=copylink
REFORÇO DE POSICIONAMENTO
Antes de finalizar a reportagem, o Portal Martin Behrend voltou a questionar a Universidade Feevale se a decisão era irreversível e o posicionamento era definitivo. Foi enviado um complemento oficial:
“Esta é uma decisão que avalia o cenário atual, considerando a baixa procura por este e pelos outros cursos. Porém, não é definitiva, uma vez que as demandas de mercado podem se alterar e fazer com que, futuramente, este posicionamento possa ser revisto.”

























