Sim. Experienciar proporciona a descoberta de versões de nós mesmos que não conhecíamos, formas de pensar que nos ensinam mais e vivências que nos enriquecem.
Observar uma flor desabrochando nos demostra que um pequeno botão traz dentro de si uma beleza estonteante.
Como um casulo que abriga a borboleta. Nestas duas situações há a necessidade de esforço em busca de uma versão ampliada. A natureza é embebida de uma Sabedoria Superior.
O ser humano tem em suas mãos a capacidade de se transformar em versões melhoradas a cada lição: basta estar predisposto a aprender em qualquer espaço (Lifewide Learning). É a potencialização da curiosidade na era de conveniência: chega a ser antagônico!
Há um probleminha aqui: quando estamos empoderados acreditamos que estamos no grau máximo de nossa expressão.
Pode-se afirmar isso em relação a potência de um carro, uma moto e até de uma máquina. Mas em relação ao ser humano e seu aprendizado é exatamente o contrário.
Quanto mais aprendemos, melhores nos tornamos na arte de ampliar as capacidades intelectivas e emocionais. É como um músculo sendo acionado em um exercício. Ele se aprimora com a sua ação e maior exigência. Nossa capacidade de aprendizado é quase infinita.
Ou seja: quase não há limite.
Como Einstein afirmava: “Somos todos muito ignorantes. A diferença é que nem todos ignoramos as mesmas coisas.”
E experimentar diferentes formas de pensar, o que nos proporciona?
A ampliação de nossa cultura, a potencialização de nossa criatividade e a dilatação da flexibilidade cerebral necessária para expandir nosso “cinto de utilidades” na vida.
Este cinto proporciona que tenhamos versatilidade perante qualquer situação, acionando a criatividade como ferramenta inerente a todo ser inteligente. Diante de um planeta globalizado, multifacetado, BANI, sigla para Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível, necessitamos desta adaptabilidade para sobreviver.
É um mundo em que a idade não importa, a maturidade tem um papel relevante e a capacidade em ser “adulto de verdade” é fundamental. Diversas gerações convivem ao mesmo tempo no mercado de trabalho e a Inteligência Artificial prioriza quem tem repertório e pensamento crítico para analisar cada afirmação com melhores resultados.
E as vivências, enriquecem mesmo?
Primeiramente a alma. Elas facilitam a convivência com os diversos tipos de pensamento e, consequentemente, nos tiram da zona do conforto. Este processo potencializa a criação de versões aprimoradas do ser humano, se este souber aproveitar as oportunidades em discernir o que precisa aprender.
Os relacionamentos transformam o conhecimento em algo real, significativo e duradouro. Aprender não é somente absorver informações: é experimentar, sentir, aplicar e refletir.
As vivências nos possibilitam a conexão da teoria com a prática, desenvolvem nossas habilidades socioemocionais, fortalecem nossa identidade, promovem nossa autonomia e senso crítico, facilitando a retenção do conhecimento.
Como disse o educador John Dewey: “A educação não é preparação para a vida; é a própria vida.” E viver é aprender.
Por isso, busque experiências diferentes. Sejam elas em um livro, um amigo, um local, um grupo, uma empresa, um trabalho, uma viagem, um pensamento, um evento…seja o que for.
Permita-se experimentar como a vida é além da sua própria concepção. Desafie-se a ser uma pessoa inspiradora neste momento inédito da humanidade.
Parafraseando Eric Reis em seu livro Startup Enxuta: teste rápido, erre rápido e aprenda rápido. Sua sobrevivência pode depender disso.
Uma última dica: troque a conveniência por uma nova experiência. Quem sabe você acaba gostando mais do processo do que resultado.
Aprende mais quem observa a paisagem na subida de uma montanha do que quem chega lá mais rápido.
Fica a dica!
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Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
Leitura do artigo com César Silva:
























