Um dos destinos de maior visitação de turistas no planeta Terra contará com o trabalho de um morador de Novo Hamburgo. O fotógrafo Fagner Almeida, 35 anos, estará com uma imagem no Museu do Louvre, em Paris, capital da França.
O registro feito por Almeida, que é natural de Esteio, se criou em São Leopoldo e reside há cinco anos em Novo Hamburgo, foi selecionado para integrar o Salão Internacional de Arte Contemporânea de Paris, que ocorre de 18 a 20 de outubro, no Le Carroussel – um espaço no subterrâneo do museu. Ele estará presente na capital francesa ao lado de artistas de países como Alemanha, França, Estados Unidos e Canadá. “A alegria é total. Qual artista não se sentiria lisonjeado tendo uma obra reconhecida num ícone da cultura mundial, como o Louvre? Estou muito feliz”, destaca.
A imagem do fotógrafo gaúcho, especializado em registrar cavalos, foi selecionada pela curadora Lisandra Miguel. Ele deverá ser o único fotógrafo com trabalho exposto no Salão Internacional. “Estar num mesmo espaço físico onde se encontra a Monalisa, por exemplo, é algo que não se tem como mensurar”, acrescenta.
Fagner também é responsável pelo projeto “Em Busca do Cavalo Crioulo”, iniciado no ano passado e que percorreu diversos lugares da Europa e América do Sul registrando a paixão mundial pela raça. Ele visitou criatórios em países como Itália, Alemanha, França e Suíça, mostrando a adaptação da raça a diferentes ambientes. O material produzido nestas viagens foi transformando num projeto fotográfico e num documentário.
Na noite desta quinta-feira (22), Fagner Almeida esteve em Esteio, sua terra natal, já participando da movimentação da 42ª Expointer. Ele inaugurou a mostra “Em Busca do Cavalo Crioulo”, que inaugurou o Espaço Cultural da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), junto ao restaurante da raça no Parque de Exposições Assis Brasil.
ORIGENS
A família de Fagner Almeida não tem vinculação com o campo ou com a criação de cavalos. Foram amizades de escola que aproximaram ele dos equinos, com passeios à cabanha da família de um amigo, em Barra do Ribeiro, e acampando junto a uma hípica em Lomba Grande, bairro rural de Novo Hamburgo, onde estavam cavalos da família de um colega. “Sempre gostei do campo, mas não tinha essa influência na família. Foram essas aventuras de final de semana que foram me aproximando desse mundo”, explica.
Em 2011, já com o trabalho de fotografia de cavalos em ascensão, ele precisou tomar uma decisão. Almeida pediu desligamento da Stihl, em São Leopoldo, onde trabalhava, para se dedicar ao mundo das fotografias de equinos. “Foi um momento delicado. Mas não estava mais conseguindo conciliar as duas atividades”, revela. Almeida conta com hoje com equipamentos: uma Nikon D810 e uma Nikon D750.
Residindo em Novo Hamburgo com a hamburguense Karen Siebel, ele tem diversos trabalhos na carreira. Um deles foi a exposição na Galeria Mario Quintana, localizada no túnel de acesso às plataformas da Estação Mercado da Trensurb, que recebeu suas fotografias de cavalos, em 2015.
No seu currículo, estão coberturas como o World Equestrian Games (WEG) realizado na Normandia, França em 2014, e em Tryon, Estados Unidos, em 2018, e as provas equestres das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Além disso, foi destacado pela imprensa americana no TOP 15 dos melhores fotógrafos equestres do mundo.
Então, para quem está planejando visitar Paris de 18 a 20 de outubro, pode agendar: vai ter um lindo trabalho de morador de Novo Hamburgo em exposição no Louvre.

























