Equipes da Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Civil seguem com os desdobramentos da Operação Egypto, em Novo Hamburgo, na manhã desta terça-feira (21). São cerca de 130 policiais federais, 20 servidores da Receita Federal do Brasil e seis policiais civis envolvidos na operação.
No alvo da operação, está a empresa InDeal, com sede em Novo Hamburgo. A Polícia Federal investiga crimes de operação de instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além do envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação.
Foram presas dez pessoas temporariamente: cinco sócios da empresa, três esposas dos sócios e dois colaboradores.
Autoridades da Polícia Federal e da Receita Federal concederam entrevista, no final da manhã desta terça-feira, na sede da PF, em Porto Alegre. Alguns dos assuntos e informações repassadas:
– O banco de dados da empresa registra 55 mil investidores – nem todos seguem investindo.
– Um dos crimes investigados é a atuação da empresa, sem autorização, na captação de recursos de terceiros para investimentos.
– Segundo a Polícia Federal, comprar e vender criptomoedas não é configurado crime, mas sim a forma com que a empresa operava, sem autorização legal.
– Nas investigações, ficou caracterização que, em caso de solvência, a empresa não teria como repassar os valores investidos pelos clientes.
– Até o momento, não há relatos de clientes que não receberam seus investimentos. O que existe é uma crescente aumento de reclamações de clientes sobre uma gradativa demora para receber os valores.
– As investigações mostraram que nem todos os recursos estavam sendo aplicados como era informado. Uma parte era investido em criptomoedas, mas outra parte estaria indo para imóveis e veículos de luxo dos proprietários.
– Parte das aplicações também estava ocorrendo em operações conservadoras, com rentabilidade de 1% ao mês, ou até menos, longe dos 15% a 30% informados pela empresa.
– O modus operandi é de pirâmide financeira.
– As esposas dos sócios foram presas preventivamente, já que havia repasse de grandes somas diretamente para as contas delas, bem como imóveis de alto padrão em nome delas. Há registro de compra de esmeraldas num valor superior a R$ 1 milhão.
– Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após recebimento de e-mail de um cidadão, intrigado com uma empresa que oferecia rendimentos de até 15%.
CONFIRA REPORTAGENS ANTERIORES ENVOLVENDO A OPERAÇÃO E INVESTIGAÇÕES
Equipes da Polícia Federal realizam operação em Novo Hamburgo – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/6293/titulo/equipes-da-policia-federal-realizam-operacao-em-novo-hamburgo
Ministério Público Federal investiga operações com criptomoeda e grandes rendimentos em Novo Hamburgo – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/5879/titulo/ministerio-publico-federal-investiga-operacoes-com-criptomoeda-e-grandes-rendimentos-em-novo-hamburgo
Empresa de Novo Hamburgo investigada pelo MPF divulga Nota de Esclarecimento – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/5907/titulo/empresa-de-novo-hamburgo-investigada-pelo-mpf-divulga-nota-de-esclarecimento

























