O Portal Martin Behrend participa da campanha eleitoral de Novo Hamburgo. Até a véspera da eleição municipal, em 2 de outubro, estará sendo publicado o espaço “É ISSO MESMO, CANDIDATO?!”. As questões estão sendo enviadas por e-mail, WhatsApp e/ou pelo Facebook do candidato ou de sua coordenação de campanha. A resposta deve ser enviada em até 48 horas (dois dias) para o Portal Martin Behrend. A comunidade também pode enviar sugestões de pauta, que serão avaliadas pelo Portal Martin Behrend. O e-mail é [email protected].
A pergunta é para o candidato à Prefeitura de Novo Hamburgo Rafael Schüler (PSOL):
Nos debates já realizados, o candidato frisa que o PSOL não
trabalha a política em função de nomes, mas de projetos. O partido
destaca que
os projetos e programas são mais importantes que os nomes.
Contudo, em Porto Alegre e nas
eleições para deputado, por exemplo, o PSOL apresenta há anos
sempre os mesmos
nomes e cito três: Luciana Genro, Pedro Ruas e Roberto Robaina.
Esse discurso
contraditório do PSOL em Novo Hamburgo se refletirá nas promessas
de campanha?
É ISSO MESMO, CANDIDATO?!
“Em
resposta à tua pergunta, queremos começar dizendo que o PSOL é um
partido que se orgulha de ter, desde sua fundação, um compromisso
programático e ideológico. O PSOL iniciou sua história em 2003,
quando um grupo de militantes petistas já denunciava que o PT estava
traindo a classe trabalhadora, pois o governo Lula impunha medidas
como um forte ajuste fiscal exigido pelo mercado financeiro, além de
retirar direitos sociais dos servidores públicos com a reforma da
previdência. Os parlamentares e militantes que não concordavam com
a política do governo Lula foram expulsos do PT e, junto com outros
movimentos de esquerda, coletaram assinaturas em todo o país para
fundar o PSOL. Hoje o PT mostrou ser um projeto falido, sendo que
seus candidatos até escondem suas cores e sua estrela tradicional.
Mas nós do PSOL
estamos aí para mostrar que uma saída pela esquerda é possível e
necessária. Não queremos uma política personalista como fazem os
partidos tradicionais, na qual os candidatos são apresentados como
“salvadores” e seus supostos atributos pessoais são destacados
em detrimento de um projeto de longo prazo. Entendemos que o espaço
político deve ser preenchido pela coletividade, pela própria
população, pois somente ela tem legitimidade para solucionar seus
problemas. Por isso, o “Novo Hamburgo Para Quem”, programa de
governo do PSOL para a nossa cidade, é resultado de amplos debates
realizados pela militância e pela população.
Em Porto Alegre,
alguns nomes se tornaram mais conhecidos por terem participado de
eleições anteriores. Luciana Genro foi candidata a prefeita em 2008
e a deputada em 2010, sendo candidata à Presidência da República
em 2014. Pedro Ruas se elegeu vereador em Porto Alegre e foi graças
ao seu bom trabalho na Câmara Municipal que o partido confiou a ele
a responsabilidade de seus candidatar à Assembleia Legislativa. Mas
os suplentes eleitos, Jurandir Silva e Fernanda Melchionna
representariam da mesma forma o projeto. Da mesma forma, Roberto
Robaina possui uma trajetória reconhecida na defesa do programa do
PSOL e é aclamado pelo coletivo através da democracia interna.
Todos eles e elas são indicados por seu compromisso com o conteúdo
programático do PSOL.
Mesmo sendo o PSOL
um partido ainda novo, tendo pouco mais de 10 anos de fundação, o
partido vem recebendo muitos novos militantes e há novos nomes
surgindo. Inclusive em Novo Hamburgo, os candidatos a prefeito,
Rafael Schüler, e a vice-prefeito, Felipe Ventre, e os candidatos a
vereador, Luiza Eduarda, Nicolas Duprat e Leo Broilo, estão se
candidatando a cargos públicos pela primeira vez. Assim, não há a
contradição apontada na pergunta, e o PSOL, tanto na Prefeitura
como na Câmara de Vereadores, seguirá coerente com o seu programa
partidário.”

























