Uma dívida histórica, em Novo Hamburgo, vem sendo liquidada.
Quando Novo Hamburgo decidiu municipalizar os serviços de água e esgoto na década de 1990, tirando essa atribuição da Corsan e criando a Comusa, foi se criando um grande passivo. Uma grande dívida.
Com o passar dos anos, praticamente nenhum prefeito planejou uma reserva financeira eficaz capaz de enfrentar essa bomba-relógio que, um dia, iria explodir.
E explodiu, confome registrado em reportagens do Portal Martin Behrend nos anos anteriores.
Em 2018, por exemplo, foi veiculada a matéria: “Dívida de 20 anos da Comusa com a Corsan: companhias negam troca de comando e Prefeitura poderá aumentar tarifa” – pode ser relembrada no link a seguir: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
PAGAMENTOS
Apontada como uma das mais antigas pendências da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, a dívida de R$ 200 milhões com a Corsan por conta da municipalização da água já foi reduzida para R$ 63 milhões. Isso em apenas quatro anos.
O resultado se explica por diversas iniciativas que foram adotadas, como medidas de austeridade implementadas na atual gestão para assegurar o pagamento da dívida. Na visão da Comusa, o acerto com a Corsan não impede que a Comusa suga aplicando recursos para novos investimentos na infraestrutura da autarquia.
O vice-prefeito e diretor-geral da Comusa, Márcio Lüders, explica que o pagamento da dívida era inevitável e poderia ter sido fatal para a autarquia. “Quando assumimos a Comusa, viemos de outras gestões que empurraram esse assunto, ignoraram ele ou não agiram da forma correta para acabar com essa dívida. Herdamos um problema de R$ 200 milhões que teria comprometido nossas atividades”, comenta Márcio. “O que fizemos foi ver que medidas poderíamos adotar que nos garantiriam recursos para pagar essa dívida reduzindo gastos e não usando recursos de investimentos. Revimos contratos, negociamos preços de insumos e, em mais alguns anos, vamos quitar essa dívida”, aponta o vice-prefeito.
Ao todo, desde 2018, a autarquia reduziu os gastos em mais de R$ 65 milhões. Agora, Márcio prevê que, com o final do pagamento da dívida, os recursos poderão ser investidos diretamente em melhorias. “Esses recursos vão nos permitir ampliar a substituição de redes de água em toda Novo Hamburgo, visto que já substituímos mais de 50% de toda tubulação antiga, ampliar os investimentos na ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) e no atendimento de toda a comunidade. A população vai ver, cada vez mais, o seu dinheiro trazendo melhorias no nosso saneamento.”

























