As escolas municipais de Novo Hamburgo estarão abertas, nesta quarta-feira, 5 de abril.
A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo após solicitação de confirmação do Portal Martin Behrend.
Leitores procuraram a reportagem para questionar se a paralisação anunciada pelo Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH) vai afetar as aulas. “Tenho dois filhos, e fico sem saber o que fazer. É muito ruim essa situação, pois temos nosso trabalho e, se não tem aula, temos um grande prejuízo”, informou uma leitora, moradora do bairro Canudos.
O SindProfNH anuncia em suas redes sociais que a paralisação será às 12 horas desta quarta-feira para protestos contra a reforma do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem). Os projetos enviados pelo Poder Executivo deverão ser votados, em primeiro turno, na Câmara dos Vereadores. O sindicato cobra uma auditoria nos números, alegando que as projeções apresentadas por especialistas contratados pela Prefeitura são conflitantes.
POSICIONAMENTO
Confira o posicionamento enviado pela Prefeitura de Novo Hamburgo sobre as aulas no dia 5 de abril:
“Após reunião com diretores das escolas municipais,
realizada na tarde de hoje, a Secretaria de Educação reitera que o atendimento
às crianças e estudantes da Rede Municipal de Ensino será mantido na
quarta-feira, dia 5 de abril.
Em casos de alterações pontuais e específicas, a
direção da escola entrará em contato com as famílias.
Em relação à paralisação anunciada pelo SindiProf, a Administração Municipal
acredita que os servidores compreendem a necessidade das propostas apresentadas
para o bem dos próprios servidores, pois o Fundo da Previdência do Ipasem e a
própria cidade terão suas finanças colapsadas se nada for feito.
A Secretaria
Municipal da Fazenda enfatiza que as finanças do Ipasem podem entrar em colapso
a qualquer momento se o déficit atuarial não for resolvido. Isso significa que
o instituto não terá mais recursos para bancar aposentadorias e outros
benefícios aos servidores municipais. Por isso, é fundamental a Câmara de
Vereadores aprovar a proposta de reforma previdenciária que está tramitando.
Segundo técnicos, esta proposta é o limite suportável para o Executivo, que está
assumindo a maior parte do déficil atuarial (que nada tem a ver com a dívida
histórica de várias gestões, pois esta dívida já está computada como crédito no
déficit atuarial).”

























