É crescente a procura dos adolescentes brasileiros por
cirurgia plástica. Por ser um tema da atualidade e com demanda crescente, os
especialistas vêm buscando orientar as famílias sobre necessidades, cuidados e
os impactos de uma intervenção cirúrgica ainda na adolescência. “Deve se ter
claro a motivação do paciente. A imaturidade da idade e a ansiedade por alguma
mudança podem atrapalhar algumas decisões”, destaca o cirurgião plástico Bruno
Zimmermann, da Clínica Zimmermann, em Novo Hamburgo.
Ao mesmo tempo, ele reforça que a cirurgia plástica não está
contraindicada para adolescentes. “A idade mínima para realizar cada
procedimento é relativa e deve ser analisada em cada caso. Neste momento, é
importante a família participar ativamente, acompanhando as consultas e
compreendendo o processo”, completa Zimmermann. “Trata-se de uma faixa etária
com excelente saúde e baixo risco cirúrgico. Portanto, não há problemas
técnicos adicionais para esses pacientes”, complementa o especialista
hamburguense.
Em relação ao público feminino, uma das cirurgias mais
realizadas é a redução de mama. “Esta é uma questão de saúde, já que pode
começar a afetar a vida de relação e a postura, inclusive com dores nas costas,
desde muito cedo”, detalha Zimmermann. O cirurgião faz um alerta: nesses casos,
é necessário aguardar que o crescimento da mama se estabilize e que haja o
mínimo de maturidade necessária para passar por um pós-operatório.
A cirurgia das mamas também é muito comum entre os homens
adolescentes. Nesse caso, chama-se correção de ginecomastia, um transtorno que
causa desgaste psicológico numa fase em que a autoestima é tão necessária. Outros procedimentos também são bastante comuns, como a correção de
orelhas em abano (otoplastia), o aumento das mamas com prótese de silicone, as
rinoplastias, lipoaspiração e vários outros.
DETALHES A SEREM OBSERVADOS PELOS ADOLESCENTES E FAMILIARES
– O paciente deve demonstrar que deseja fazer o
procedimento.
– O paciente precisa ter maturidade para compreender o processo que vai passar
e as limitações do procedimento.
– O paciente Deve demonstrar capacidade de cumprir os cuidados pós-operatórios
e de ter paciência o suficiente para aguardar os resultados.
– As expectativas devem ser equivalentes ao resultado que pode ter.
– O médico deve constatar que não há exagero na queixa sobre o problema a ser
corrigido e que o órgão em questão atingiu sua maturidade física.

























