Uma moradora do bairro Rio dos Sinos, em São Leopoldo, foi presa nesta
quarta-feira (13) após ser denunciada cometendo maus-tratos em
um cachorro. Há registros, inclusive, dela tentando enforcá-lo com um fio de energia
elétrica.
A denúncia foi relatada para a Secretaria Municipal de
Proteção Animal (Sempa), que solicitou apoio do Grupamento Ambiental da
Guarda Civil Municipal (GCM) e à Polícia Civil, através da 2ª Delegacia
de Polícia Leopoldense.
Na
residência, local da denúncia, os agentes encontraram a tutora do animal
agredido, mas não localizaram o animal. Como na denúncia havia vídeos das agressões, ela foi indagada sobre o paradeiro do
cão vítima das agressões.
Ela relatou ter pago R$ 50,00 para um rapaz levar
o animal embora. Um filhote que estava na residência foi recolhido pela
Sempa e será encaminhado para adoção responsável.
Foi dada voz de
prisão à denunciada e ela foi encaminhada para a autoridade policial,
sendo autuada em flagrante pelos maus-tratos.
NOVO HAMBURGO
Em Novo Hamburgo, o registro de uma senhora de 79 anos arrastando um cachorro pelo pescoço, pela Rua Santa Clara do Sul, no bairro Rondônia, causou indignação em uma rede social. Dezenas de mensagens foram escritas lamentando a situação.
O vídeo foi publicado pela ONG Projeto Aumigo Estou Aqui, de São Leopoldo – @projetoaumigoestouaqui. No registro divulgado, uma senhora leva um cachorro arrastado pelo pátio e, posteriormente, pelo passeio público, até carregar o animal, bastante enfraquecido, no colo. Ela pendurou uma corda no pescoço para puxá-lo. A reportagem não conseguiu confirmar se o animal está vivo, pois há duas versões – confira abaixo..
A Polícia Civil e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) foram acionadas para atender a denúncia. O delegado de polícia Rogério Baggio, defensor da causa animal, acompanhou os desdobramentos dos fatos, inclusive interagindo na rede social da ONG no Instagram.
Servidores públicos foram até a residência. Segundo avaliações realizadas, os animais adultos que se encontravam no pátio estavam com aparência saudável e sem marcas de agressões ou violência.
Na avaliação de servidores que lá estiveram, a senhora mora sozinha e passou a ter muitas dificuldades de lidar com tantos animais, já que vieram filhotes tanto de uma cadela como de uma gata. Esse grande número de cães e gatos estaria provocando transtornos nos cuidados por parte da moradora. Ela também estaria com dificuldades de compreensão dos fatos com a presença de tantos bichos – mais de dez.
Conforme o titular da Semam, Ráfaga Fontoura, a orientação inicial foi levar os animais para castração, realizar procedimentos básicos de higiene e devolver para a proprietária.
ONG
Uma integrante da ONG Projeto Aumigo Estou Aqui, que pediu para não ser identificada em razão de eventuais represálias, traz a sua avaliação do caso. Ela explica que as protetoras começaram a se envolver na denúncia no final de semana. Após a postagem de um vídeo registrando uma cachorrinha branca se alimentando num lixo, na Rua Guia Lopes, no bairro Rondônia, elas passaram a buscar informações sobre o paradeiro do animal.
Então, descobriram o cão no pátio da senhora de 79 anos. Como ele estava magro, conseguiu passar pelas grades e elas levaram o cachorro para receber os cuidados iniciais.
Quando ocorreu esse resgate, uma protetora verificou que existiam outros animais no pátio da casa da Rua Santa Clara do Sul. A ONG leopoldense buscou orientação com a ONG Pata Santa, de Novo Hamburgo, para saber como proceder.
Segundo apurado pelas protetoras junto a vizinhos, os maus-tratos seriam recorrentes. Há registros em vídeo dos animais chorando. Os filhotes de cachorro estavam dormindo na parte debaixo da casa, no meio da terra e do barro, e os filhotes de gato apresentavam sinais de fraqueza. Segundo uma protetora, o local estava fedorento e estaria faltando assistência básica.
A ONG Projeto Aumigo Estou Aqui acabou levando todos os animais que estavam na residência: quatro cães adultos e dois filhotes, uma gata grávida e outra gata com sete filhotes. Um total de 15 animais.
A reportagem teve acesso a três Declarações de Atendimento assinadas por uma médica veterinária de São Leopoldo. Nos registros está constatado que, em diferentes animais avaliados, foi verificado “anemia profunda, “pulgas e carrapatos”, “tosse” e “abdômen distendido”.
Nas imagens abaixo, estão alguns dos problemas relatados em dois filhotes.

A ONG está encaminhando os procedimentos para tratamento de saúde dos animais. Posteriormente, eles serão castrados e encaminhados para doação. Segundo a Semam, como as protetoras estão adotando essa postura, elas deverão tomar as medidas legais adequadas sobre a não devolução dos cães e gatos para a moradora do bairro Rondônia.
O CÃO ARRASTADO
A reportagem recebeu duas versões sobre o destino do cão que foi arrastado. Segundo a Semam, ele teria sido dado a um estabelecimento das proximidades e estaria vivo. Nesta quinta-feira (14), servidores da secretaria deverão visitar o local indicado para buscar esclarecimentos.
Já para a ONG, com 99% de chances, o animal está morto e foi dado para um vizinho se desfazer do corpo.
O fato concreto é que, até o momento, ninguém mais viu o animal após a gravação com ele sendo arrastado.
Nas imagens abaixo estão dois momentos do vídeo em que o animal estava sendo puxado por uma corda no pescoço até tombar enfraquecido.

Registros anteriores – fotos e vídeos – feitos por moradores das proximidades apontam que outros cachorros teriam sido criados pela moradora, mas eles não foram localizados e não se sabe onde eles foram parar.
HISTÓRICO
O Portal Martin Behrend vem registrando casos de prisões efetuadas a partir dos maus-tratos a animais. Desde 2020, o rigor na legislação aumentou, principalmente com aumento da punição para quem comete maus-tratos. Confira reportagens anteriores:
Mais uma mulher é presa por maus-tratos a cachorros – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Após abandonarem cadela e filhotes, mãe e filha são presas em Novo Hamburgo – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…

























