Desde o início de setembro, a coordenadora do currículo bilíngue da
IENH de Novo Hamburgo, Luciana Brentano, está realizando um doutorado sanduíche no estado da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA).
Ela foi contemplada com uma das 63 bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para desenvolver pesquisa no exterior.
O CNPq é vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI).
A coordenadora das especializações em Educação Bilíngue e Cognição e
Neurocognição e Aprendizagem da Faculdade IENH conta que uma parte de sua
pesquisa em educação bilíngue será realizada na Universidade da Califórnia Irvine (UCI), considerada uma das dez melhores universidades públicas dos EUA.
Ela recebeu uma carta-convite
de Judith Kroll, uma reconhecida pesquisadora americana em cognição bilíngue,
para integrar o grupo de trabalho de um dos laboratórios mais famosos dos
Estados Unidos na área, o Bilingualism, Mind, and Brain.
De acordo com Luciana, ela foi contemplada pela alta nota na avaliação,
pois o CNPq considerou que “o projeto tem grandes contribuições a fazer, visto
que a área dos estudos em bilinguismo e cognição ainda é nova no Brasil e
necessita de muita pesquisa”. Ela acrescenta que o parecer analisou “termos de
mérito, originalidade e relevância do projeto para o desenvolvimento científico
e de inovação no país” nas áreas relacionadas.
Luciana conta que está feliz e aproveitando todo o conhecimento que está adquirindo na experiência como visiting scholar – nome dado aos
estudantes de doutorado de outros países que realizam um período de estudos no
exterior. Ela também destaca que os aprendizados vão contribuir com o trabalho
desenvolvido na IENH “trazendo inovações a partir das visitas às escolas
bilíngues da Califórnia”, além do conhecimento científico para contribuir nas
pós-graduações em que ministra aulas sobre cognição e bilinguismo.
DOUTORADO-SANDUÍCHE
O doutorado sanduíche é um tipo de mobilidade acadêmica. Um estudante faz doutorado em uma universidade no Brasil e vai passar um período fora do país, fazendo uma parte da sua pesquisa em alguma universidade do exterior. Esse período pode ser de um ou dois semestres, dependendo do programa.
Isso significa que é uma oportunidade para quem é pesquisador no Brasil poder complementar a sua pesquisa em uma universidade de outro país — e ainda ter uma vivência internacional.

























