Indústrias brasileiras dos setores calçadista e coureiro
estão tentando atravessar a instabilidade da economia nacional buscando novos
mercados no exterior e recuperando vendas para o exterior. A perspectiva é que
com o dólar se mantendo acima de R$ 3,00, essa reação possa ser mantida por
calçadistas e curtidores do Brasil. Produto e qualidade, tem. É preciso que a
conjuntura seja favorável.
CALÇADOS – No mês de abril, os calçadistas exportaram 8,4
milhões de pares por US$ 69 milhões, números superiores tanto em pares (11,7%)
quanto em valores (0,8%) em relação ao mês quatro de 2015. Com isso, no
quadrimestre, os exportadores somam 40,26 milhões de pares exportados por US$
295,83 milhões, resultado 2,7% superior em pares e 4,6% inferior em valores na
relação com igual período do ano passado. O dólar em patamares mais elevados
também tem influenciado as importações. Entre janeiro e abril, entraram no País
9,53 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 120,25 milhões. Os
resultados são inferiores tanto em volume (-33,2%) quanto em dólares (-38%)
quando comparados a igual período do ano passado. As informações foram repassadas pela assessoria da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
COUROS – O Brasil apresentou crescimento em suas exportações
de couros e peles no mês de abril. Foram 15,946 milhões de metros quadrados
vendidos ao exterior neste período, o que significa uma alta de 2,3% em relação
à metragem comercializada em abril de 2015 (15,589 milhões). Considerando todo o quadrimestre do ano, a
área de couro comercializada também apresenta crescimento: 8,7% a mais em
metragem quadrada em relação aos quatro primeiros meses de 2015. Em reais, o
valor exportado de janeiro a abril chegou à marca de R$ 2,663 bilhões, ou seja,
7,1% a mais ante o mesmo mês de 2015 (R$ 2,487 bilhões). O crescimento nas
exportações em 2016 se deu especialmente nos couros de maior valor agregado:
114,2% a mais na metragem de couros semiacabados e 16,4% a mais nos acabados de
janeiro a abril em comparação com 2015. As informações foram repassadas pela assessoria do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).























