As
equipes da RGE e RGE Sul realizaram, no primeiro semestre deste ano,
31.550 inspeções nas suas redes de energia elétrica para identificar
adulterações e conexões clandestinas, os populares “gatos”. Deste total,
7.242 ligações apresentaram algum tipo de problema, correspondendo a
22,9% do total.
A estimativa é que 9,6 mil residências pudessem ser
abastecidas por um ano com a energia que deixou de passar pelos
medidores dos clientes inspecionados de janeiro a julho e que tinham
irregularidades. Isso corresponde a uma cidade do porte de Sarandi, de
21 mil habitantes, localizada no Norte gaúcho.
Somente em Novo Hamburgo, foram 942 inspeções e identificação de 332 situações indevidas – CONFIRA TABELA COMPLETA ABAIXO.
As
inspeções são realizadas para evitar problemas na rede de distribuição
de energia elétrica e garantir a segurança da população. O foco dessas
ações, contínuas em todas as distribuidoras do Grupo CPFL Energia, é
evitar acidentes com as ligações precárias e que não observam os padrões
e normas técnicas. As fraudes e furtos de energia são crimes previstos
no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção.
Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores
retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de
multa. As distribuidoras RGE e RGE Sul, além das demais pertencentes ao
Grupo CPFL, têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas
práticas.
A
RGE e a RGE Sul têm intensificado as ações conjuntas com a Polícia
Civil gaúcha para coibir a prática. Nos primeiros seis meses deste ano,
uma média de 40 ligações clandestinas foram detectadas por dia nas
inspeções das distribuidoras. Mesmo que as ações policiais tenham foco
principal os clientes comerciais e empresariais, as operações da
distribuidora também abrangem os clientes residenciais, que integram a
maior parcela dos clientes ativos.
Para
identificar os fraudadores, além das inspeções de campo, os
profissionais trabalham com o cruzamento de dados de consumo e
inteligência artificial, que permitem identificar com mais precisão
possíveis fraudes. Geralmente os casos que apresentam irregularidades
constatadas nas inspeções já apresentavam indícios no levantamento
prévio feito pelos sistemas do Grupo CPFL, controlador da RGE e RGE Sul.
Rastrear
e fazer o desligamento dessas ligações clandestinas é uma questão de
segurança para a população. Também ajuda a evitar curtos-circuitos que
afetam a rede e que, em muitos casos, provocam o desligamento e a queima
de equipamentos e eletrodomésticos de ruas inteiras. Consumidores
que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também
estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não
habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar
ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes
graves, que podem ser fatais.
As
ligações irregulares também são responsáveis pela sobrecarga da rede de
energia elétrica que deixa o sistema de distribuição mais suscetível à
interrupção. A
regularização destes clientes não apenas traz cidadania para essa
parcela da população, como também beneficia todos os consumidores com um
serviço de melhor qualidade.
As cidades que tiveram o maior número de inspeções
|
Cidade |
Inspeções (jan-jul) |
Irregularidades |
% |
|
Gravataí |
2987 |
445 |
14,89 |
|
Canoas |
2221 |
472 |
21,25 |
|
Santa Maria |
1627 |
409 |
25,13 |
|
Caxias do Sul |
1569 |
431 |
27,46 |
|
Cachoeirinha |
1382 |
232 |
16,78 |
|
São Leopoldo |
1119 |
284 |
25,37 |
|
Santa Cruz do Sul |
1087 |
114 |
10,48 |
|
Novo Hamburgo |
942 |
332 |
35,24 |
|
Sapiranga |
825 |
123 |
14,9 |
|
Sapucaia do Sul |
811 |
158 |
19,48 |
|
Uruguaiana |
525 |
190 |
36,19 |
|
Bento Gonçalves |
522 |
230 |
44,06 |
|
Passo Fundo |
503 |
151 |
30,01 |
|
Taquara |
485 |
103 |
21,23 |
|
Campo Bom |
440 |
95 |
21,59 |
|
Santo Ângelo |
378 |
105 |
27,77 |
|
Santa Rosa |
316 |
88 |
27,84 |
|
Farroupilha |
314 |
93 |
29,61 |

























