A passagem do dirigível Graf Zeppelin pelo Rio Grande do
Sul, em 29 de junho de 1934, foi marcante para os gaúchos. Nos anos de 1930,
esse transporte aéreo de mais de 200 metros de comprimento realizou voos
comerciais regulares entre a Alemanha e o Brasil.
Em razão de um trajeto experimental entre Rio de Janeiro e
Buenos Aires, surgiu a possibilidade do o Graf Zeppelin cruzar pela capital dos
gaúchos e também pelo Vale do Sinos – ele passou mais tempo por São Leopoldo. A rota acabou incluída a pedido da
Sociedade Austríaca de Beneficência.
O jornal O 5 de Abril – o primeiro jornal de Novo Hamburgo –
noticiou na sua edição de 6 de julho de 1934 a breve – e frustrante – passagem do
dirigível pelo território hamburguense.
“Graf Zeppelin”
Em nota de ultima hora, tivemos ocasião de noticiar sexta-feira
da semana a passagem por este municipio do “Graf Zeppelin”, a gigantesca
aeronave allemã.
Annunciada como estava a passagem pelas 10-11 horas da
manhã, já antes daquella hora numerosas pessoas dirigiram-se aos morros que
circundam a villa, afim de melhor poderem apreciar esta majestosa maravilha do
engenho allemão.
Informações posteriores annunciavam, então, a passagem por
aqui pelas 12.15 horas. Deante dessa informação, cresceu ainda a expectativa e,
pouco depois do meio-dia, era grande o numero de pessoas que aguardava ancioso
o sensacional espetaculo.
Passavam cerca de 15 minutos das 13 horas, quando,
finalmente, divisava-se, ao longe, o gigantesco “pássaro prateado”,
prorrompendo a multidão em grandes manifestações de enthusiasmo. Lentamente, o “Graf
Zeppelin” ia vencendo a grande distancia e, pelas 13.30 horas rumava para esta
vila. Nessa altura, um dos aviões que o foram encontrar, despistou a grande
aeronave, que, por isso, voltou, sem mesmo cruzar a parte central desta villa.
Foi muito sentido que o imponente dirigivel, quando já ia em
território hamburguez, não cruzou a zona principal deste municipio,onde teve
incio a colonização allemã do Estado, há 110 anos, e onde, em Hamburgo Velho,
ergue-se, magestoso, o bello monumento em homenagem aos pioneiros dessa grande
obra de colonização.
Ilustramos esta nota com dois clichés, que nos foram
gentilmente cedidos pelo “Correio do Povo”. Um deles representando o “Graf
Zeppelin”, quando voava sobre a capital do Estado, e o outro o inventor do
gigantesco apparelho, Conde Fernando Zeppelin.
























