O centenário da Sociedade Cruzeiro do Sul, de Novo
Hamburgo, foi tema do
documentário Cruzeiro: 100 anos.
Ele foi produzido por oito
estudantes da disciplina Projeto em Cidadania, do curso de Produção
Audiovisual da Universidade Feevale, em parceria com o projeto social Aruanda:
morada da cultura e da história afro-brasileira, desenvolvido pela
Instituição.
Carinhosamente conhecido como Cruzeirinho, foi o primeiro clube social negro do Vale do Sinos.
O material foi apresentado, nesta semana, a membros da diretoria da entidade,
durante encontro realizado no Câmpus II da Feevale, em Novo Hamburgo.
Em 2023, serão realizada sessões à comunidade para assistir ao documentário. As datas serão divulgadas ao longo do próximo ano.
O
documentário está dividido em três episódios. O
primeiro traz a contextualização histórica da entidade. O segundo
trabalha com os “amores” da sociedade, que são as crianças, o samba e
a comunidade. Já o terceiro tem como foco as comemorações do
centenário.
De acordo com os estudantes Bruno Hollanda e Tayline Weber, que
atuaram como produtor e diretora da produção, o trabalho teve como
objetivo capturar os sentimentos de todos que já conviveram e ainda fazem
parte do Cruzeiro. “Buscamos representar toda a emoção, amor e felicidade
desse centenário, captando entrevistas, o trabalho social e os melhores
momentos das comemorações da entidade”, diz Hollanda. “Além de nos
receberem com muito carinho, me senti pertencente a essa história. Desenvolver
algo dessa proporção transpassa por diversos sentimentos, onde é possível
enxergar o amor que cada um deposita nessa linda união com a
entidade”, complementa Tayline.
Para José Odilto Anselmo, presidente da Sociedade, a produção do material
é muito importante. “Quero agradecer aos alunos e à Universidade por nos
brindarem com este registro histórico do nosso centenário. Este material é
fundamental para a nossa comunidade, pois proporciona a documentação
da nossa história, de forma que poderemos apresentá-la a todos
que vierem a frequentar a Cruzeiro”, afirma.
DEMANDA
Conforme a professora Vanessa Valiati, que ministra a disciplina Projeto em
Cidadania, a produção surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo
projeto Aruanda. “A ação busca, por meio da
curricularização da extensão, aproximar os projetos sociais do
ensino, gerando proximidade com a comunidade, interação e muito
aprendizado para todos os envolvidos”, afirma.
“Iniciativas como esta são extremamente ricas. Conectam a
formação dos alunos e nossas atividades de extensão e
valorizam a nossa comunidade. É muito gratificante que, com o
apoio de diferentes linhas de ação da Universidade, possamos auxiliar
no registro de uma história tão bonita e representativa quanto a da Sociedade
Cruzeiro do
Sul”, ressalta Fernando Spilki, pró-reitor de
Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Feevale.
SOCIEDADE CRUZEIRO DO SUL
Fundada em 28 de outubro de 1922, a partir da organização em torno do
futebol e do carnaval, a Sociedade Cruzeiro do Sul foi o primeiro
clube social negro do Vale do Sinos. Com o passar do tempo, se transformou em
um espaço de vivências sociais e educacionais.
Em outubro deste ano o Portal Martin Behrend registrou o centenário: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Em 2017, a entidade foi
tombada como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da cidade de Novo
Hamburgo, em reconhecimento às suas práticas culturais e reforçando a
sua importância para a comunidade. Esta conquista também foi notícia no Portal Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

























