Ainda é especulação. Mas os indícios de um desembarque do PDT
de Novo Hamburgo da base integrante do governo do prefeito Luis Lauermann (PT)
são crescentes. O fato mais recente envolve o jornalista Felipe Kuhn Braun.
Segundo suplente do PDT na Câmara e tendo feito 1.429 votos na eleição de
outubro de 2012, ele deixa claro: “Não integro este governo. Trabalho na Assembleia
Legislativa. Meu partido integra, e não são todos”, dispara.
Procurei o jornalista em função de uma série de vídeos que
ele vem realizando sobre locais históricos de Novo Hamburgo. Ele já esteve na
Praça do Imigrante e no Monumento ao Imigrante, por exemplo, realizando um
trabalho de conscientização e valorização de nosso patrimônio. Contudo, um
leitor entrou em contato com o Portal Martin Behrend com o seguinte
questionamento: “O Felipe está fazendo os vídeos, mas nada comenta sobre a
falta de reação da Prefeitura em relação ao patrimônio, que está caindo aos
pedaços. Ora, ele é do PDT e da base aliada. Isso é oportunismo”, comentou.
A reportagem trocou informações com Braun, que se defende.
“Estes vídeos são sobre história especificamente”, resume. Mas ele não fugiu do
assunto levantado pelo leitor. “Nos períodos em que assumi a vereança fiz
manifestações e pedidos referentes ao patrimônio, inclusive meu primeiro vídeo
na tribuna foi pedindo uma reforma no Parque Floresta Imperial. Mas o vereador
não é o que executa, e sim o que encaminha pedidos. Como suplente e como
cidadão estou insatisfeito com o tratamento que é dado ao patrimônio histórico
de Novo Hamburgo”, completa.
Essa posição de crítica de Felipe Kuhn Braun e, mesmo sendo
PDT, deixando claro que muitos pedetistas não querem aproximação com o PT, é
mais um ingrediente numa escalada de fatos que poderá culminar com o
desembarque do governo Lauermann.
– O PDT nacional sugere que, nos municípios com mais de 150 mil
habitantes, o partido lance candidato para fortalecer o nome de Ciro Gomes para
as eleições presidenciais de 2018.
– O ex-vereador Gilson Thoen deixou o PSDB para se filiar ao
PDT. Um ex-tucano virou aliado do PT. Só que ele seria de uma corrente do PDT
que prega o afastamento do PT.
– A Executiva do PDT barrou a chegada de Naasom Luciano, que
deixou o PT e pretendia ingressar no PDT. A figura dele estaria muito vinculada
ao PT.
– A posição de deputados federais do PDT na votação do
pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, como Giovani Cherini (a
favor) e Pompeo de Mattos (disse ser a favor, mas se absteve para não ser
expulso), mostra que a sigla no Estado não está confortável ao lado do PT.
– A saída de um fiel assessor do presidente Antonio Lucas
(PDT) é apenas mais um exemplo que mostra a base pedetista começando a se
enfraquecer. Além disso, alguns caciques da sigla também
– Lideranças do PDT já dialogaram com PP e PMDB, dois partidos que tem como pré-candidatos a prefeito Leonardo Hoff e Paulo Ritzel, respectivamente.
– O presidente da Câmara de Vereadores, Antonio Lucas, tem
disparado críticas diretas a pessoas de confiança do prefeito Lauermann. Chamou
a presidente do Ipasem, Eneida Genehr, de muito incompetente, e disse que iria
cobrar de Lauermann uma posição sobre posturas inadequadas na Câmara do
secretário de Habitação, Beto Carabajal, e do secretário geral de governo,
Gilnei Andrade.
Dos últimos 20 anos, o PDT foi base de governo por 16. É um
partido com muitos CCs e influência. Tem, também, o fardo do desgaste de
imagem, já que vem chancelando a provável pior administração da história do
município. Ainda é especulação a saída do PDT. Mas os indícios não param de
aparece

























