O Blog Martin Behrend recebeu, nesta semana, mensagem enviada por uma leitora que atua como secretária num escritório no Centro de Novo Hamburgo. Ela estava intrigada com uma mudança no visual da sede da AES Sul no município – a base da empresa fica ao lado do Corpo de Bombeiros e da Central de Polícia.
“Acompanhei as denúncias e a falta de atendimento aos clientes por parte da AES Sul por ocasião dos últimos temporais … ‘e o pátio está cheio de caminhões e ninguém para fazer os reparos de energia…’ Para minha surpresa, hoje ao meio-dia passei pelo portão da sede da AES Sul na Júlio de Castilhos e eles colocaram uma chapa fixa na grade para que ninguém possa olhar para o interior do pátio."
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da AES Sul e recebeu o seguinte esclarecimento:
“O portão recebeu a placa porque não está sendo utilizado. A estrutura está danificada e futuramente será fechado com alvenaria.”
Coincidência ou não, era por este portão que dezenas de clientes registravam e fotografavam vários carros de atendimento – aqueles com escadas e outros equipamentos para situações emergenciais – estacionados por horas a fio em dias de temporais, enquanto muita gente seguia sem energia elétrica.
A assessoria de imprensa da AES Sul também enviou um esclarecimento sobre o atendimento realizado pela frota de veículos da empresa, como ocorrem os deslocamentos e a troca de turnos. Confira a seguir a nota oficial na íntegra:
"Diante de algumas manifestações da comunidade em relação ao uso da frota de veículos, a AES Sul vem a público esclarecer como funciona a rotina de atendimento às ocorrências emergenciais na rede elétrica. Mesmo em emergências, esses veículos não ficam o tempo todo circulando. Dependendo do tipo de atendimento, caminhões e camionetes vão e voltam às bases para recarregar materiais, trocar o turno dos eletricistas, reabastecer e até mesmo passar por reparos. Em determinados horários do dia, como no início da manhã, por exemplo, no pátio de uma base pode ter vários veículos que estão sendo preparados para começar os atendimentos. O mesmo ocorre nos finais de turno e horários de almoço e jantar. Como em qualquer outra empresa, a AES Sul obedece às leis trabalhistas, além das regras específicas do setor elétrico. Portanto, é equivocado afirmar que veículos estacionados no pátio da empresa não estão trabalhando ou que equipes de profissionais estejam paradas. As paradas sempre estão relacionadas aos fatores antes mencionados, jamais por descuido ou vontade da concessionária.
A AES Sul dispõe de mais de 1.000 veículos, divididos em quatro tipos: motos, automóveis, camionetes e caminhões. As motos e os carros atuam nos serviços de fiscalização, leitura e entrega de conta e serviços administrativos. Em situações de contingência, como em temporais de grande porte, também são utilizados na identificação de ocorrências de perigo e serviços auxiliares, visto que não são veículos para transporte de equipamentos, tampouco preparados para fazer manutenções na rede. Já as camionetes e os caminhões são os veículos adequados para atendimento de campo, tanto em obras e manutenção, como nas emergências. As camionetes são equipadas com escada metropolitana e outras ferramentas, sendo utilizadas, principalmente, nos consertos da rede. Os caminhões dispõem de cesto aéreo, transportam equipamentos de grande porte, como postes, e são utilizados em obras e na reconstrução durante os temporais. Todos esses veículos ficam nas bases da AES Sul, espalhadas na área de concessão em posições estratégicas para atender a todos os 118 municípios. Em dias normais, obedecem à rotina de atividades da empresa e em contingências são deslocados de um ponto a outro para atendimento às emergências."
O Blog Martin Behrend agradeceu a AES Sul pelos esclarecimentos enviados prontamente e, como persistem algumas dúvidas, solicitou um agendamento de entrevista e/ou visita à empresa para poder entender situações envolvendo a prioridade dada aos clientes no atendimento prestado pela empresa.

























