O Brasil registrou, nesta sexta-feira (26), um novo recorde de mortes por Covid confirmadas em 24 horas.
São 3.650 mortes de brasileiros pela doença – é um acumulado de dias, com confirmação em 24 horas.
No Rio Grande do Sul, foram informados 408 óbitos. Entre os falecimentos divulgados, 355 ocorreram nos últimos dez dias, sendo que os demais são de datas anteriores e que agora tiveram as notificações completadas.
O Estado segue com centenas de mortes por dia. O total de casos confirmados é de 816.275 – desde o início da pandemia.
Os óbitos pela Covid são 18.349. E os recuperados alcançam 772.610 (95% dos casos).
BANDEIRA PRETA
Em razão destes números graves, o mapa da 47ª rodada do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira, traz todas as 21 regiões Covid em risco máximo, com altíssima taxa de ocupação hospitalar e velocidade de propagação do coronavírus.
Isso significa que, pela quinta semana seguida, todo o Rio Grande do Sul ficará em bandeira preta.
Esse já é o mapa definitivo, sem possibilidade de envio de pedidos de reconsideração, devido à gravidade do cenário. A cogestão regional, por sua vez, está permitida.
A análise dos dados dos 11 indicadores do modelo de Distanciamento Controlado desta semana mostra relativa estabilidade no total de internados em UTI (-1,8%) e redução nos casos confirmados com Covid-19 em leitos clínicos (-11,5%).
O número de óbitos, porém, ainda foi crescente (+4%), atingindo um total de 1.824 nos últimos sete dias.
Considerando o aumento de 2,5% no número total de leitos de UTI existentes e a diminuição de 1,7% no número de internados, houve redução da razão de leitos de UTI livres para cada ocupado. Essa redução não é suficiente para que a situação do RS seja considerada estável.
A pressão sobre o sistema hospitalar permanece, causando ocupação de espaços inclusive fora dos leitos regulares e resultando em operação acima da capacidade indicada em algumas regiões.
COGESTÃO REGIONAL
A retomada da possibilidade de cogestão regional se deu na segunda-feira (22), a partir de anúncio feito pelo governador Eduardo Leite (PSDB). O sistema permite a adoção de protocolos distintos daqueles de bandeira preta, mas tão ou mais rígidos do que os da bandeira imediatamente anterior (neste caso, a bandeira vermelha).
Na esteira da retomada da cogestão, o governo do Estado também prorrogou a suspensão de atividades não essenciais, das 20h às 5h, até 4 de abril.
Além disso, aos fins de semana e feriados, fica determinada a restrição de atividades presenciais durante todo o dia.
As exceções são os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e comércio de materiais de construção e demais exceções que já constam no atual decreto de suspensão geral de atividades (Decreto 55.789).
Entre os pedidos recebidos pelo Gabinete de Crise nos últimos dias estão os de prefeitos e entidades setoriais da Serra e da Região Metropolitana, que pediam a ampliação do horário de funcionamento de restaurantes e estabelecimentos comerciais tanto em dias de semana quanto aos sábados, domingos e feriados.
O governador Eduardo Leite lembrou que a retomada da cogestão já foi adotada como forma de dar um fôlego às atividades econômicas, mas que as restrições à circulação de pessoas ainda são necessárias até que a situação nos hospitais se estabilize em níveis mais baixos. “Precisamos ser mais rígidos agora, por mais nove dias, pelo menos, para não corrermos o risco de termos de fechar novamente logo ali na frente”, reforçou o governador.
























