A situação dos hospitais do Vale do Sinos permanece dramática. Nos últimos dias, lotação e superlotação passaram a ser uma realidade com a disparada de pacientes infectados pelo novo coronavírus.
Diversos médicos foram recrutados como voluntários. Faltam profissionais para tanta demanda.
Neste sábado, o Hospital Regina, de Novo Hamburgo, precisou adotar uma medida ainda mais radical. Foi divulgado um comunicado oficial:
“O Hospital Regina informa o fechamento, nas próximas 24 horas, da emergência adulto Covid-19 e demais doenças.
A medida torna-se necessária a fim de garantir a qualidade e segurança dos pacientes graves em atendimento na Instituição. Neste momento, há o esgotamento dos equipamentos e capacidade operacional.
Os atendimentos pediátricos, obstétricos e traumatológicos permanecem inalterados.”
FISCALIZAÇÃO
A partir desta realidade, que já vem sendo alertada nos últimos dias, a fiscalização vem trabalhando para frear a contaminação das pessoas pelo coronavírus. E uma das maneiras mais eficazes é com distanciamento e sem aglomerações.
As forças de Segurança Pública e a Central de Fiscalização de Novo Hamburgo atenderam, entre quinta-feira (25) e sexta-feira (5), a 161 ocorrências que configuraram descumprimento das normativas que restringem atividades visando ao combate à pandemia de Covid-19.
Neste período, mais de 550 pessoas foram orientadas quanto a necessidade de distanciamento social em virtude do aumento de casos do coronavírus em Novo Hamburgo.
As principais denúncias são de estabelecimentos comerciais abertos, festas clandestinas e aglomerações de pessoas em locais públicos.
Dentre as ocorrências que demandaram a intervenção dos agentes, constam 67 inspeções em bares e pubs, pizzarias e lancherias, 44 ocorrências de festas clandestinas e aglomerações em residências, 14 aglomerações em praças e 12 estabelecimentos comerciais em funcionamento.
Também foram registradas fiscalizações em postos de gasolina, bingos ilegais, boates, quadras de esporte, academias, entre outros. Cabe ressaltar que as ações Comitê de Fiscalização COVID focam o período entre 20 horas e 5 horas.
SÃO LEOPOLDO
Em uma ação conjunta das secretarias de Mobilidade e Serviços Urbanos
(Semurb) e de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp), a Prefeitura de
São Leopoldo interditou praças e espaços públicos neste sábado (6).
A medida é mais uma ação prevista no decreto para conter o avanço da Covid-19.
As equipes de fiscalização da Semurb e os agentes da
Guarda Civil Municipal (GCM) estiveram nas praças 20 de Setembro,
General Daltro Filho e Elis Regina. Outro ponto interditado foi o Parque
do Trabalhador.
As pessoas que estavam nestes locais foram orientadas a deixar o local e retornarem para suas casas.
Conforme
o titular da Semusp, Nestor Schwertner, de acordo com o decreto em
vigor as academias ao ar livre, playgrounds e todos os tipos de praças
estão proibidas de serem frequentadas. “A ação é necessária para reduzir
a circulação de pessoas e evitar as aglomerações, devido ao quadro de
avanço da pandemia e situação dos hospitais da região”, alertou.
Já
para o secretário Sandro Lima, da Semurb, as pessoas precisam tomar
consciência da gravidade da situação. “Estamos numa situação delicada,
com o vírus tirando vida de pessoas próximas, e nós, como gestores
públicos, estamos fazendo esse esforço de superação”, concluiu o
secretário ao pedir a colaboração da comunidade.

























