Greve!
Os professores municipais de Novo Hamburgo decidiram por unanimidade, em Assembleia Geral realizada na noite desta sexta-feira (16), que vão cruzar os braços. O encontro foi conduzido pelo Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH).
A paralisação vai ocorrer a partir de segunda-feira (19). Não se sabe ao certo qual o percentual da categoria que vai aderir à greve e os pais terão de fazer contato com as escolas para saber se devem enviar as crianças para aulas. A estimativa inicial é de centenas de adesões.
Esse cenário repete o que ocorreu no governo do ex-prefeito Luis Lauermann (PT), em abril de 2015, quando os professores pararam por 30 dias. A diferença é que, agora, a greve ocorre poucos meses após o prefeito Gustavo Finck (PP) assumir.
Quando era vereador e na campanha do ano passado, Finck falou diversas vezes que era preciso valorizar o funcionalismo público. Agora, logo após assumir, ele ignora o que defendeu por anos e isso vem sendo questionado por muitos servidores.
PROPOSTA
Os professores, que já estavam em estado de greve, não aceitaram a proposta do governo do prefeito Gustavo Finck (PP):
– em 2025, 0% de reajuste
– em 2026, na data do dissídio, será aplicado o IPCA na revisão geral anual acrescido do aumento real de 2,6%;
– em 2027, na data do dissídio, será aplicado o IPCA na revisão geral anual acrescido do aumento real de 2,6%;
AMEAÇAS
Durante a semana, o prefeito divulgou um vídeo informando que: “Não vamos abonar qualquer tipo de falta… Todas as faltas serão penalizadas… Não abonaremos nenhum tipo de falta que prejudique o bom funcionamento da nossa educação e que prejudique as famílias hamburguenses.”
A alegação da Prefeitura é que o município vive uma suposta calamidade financeira. Esta crise ainda não comprovada é questionada em razão de tantos gastos com centenas de CCs e outros gastos considerados desnecessários, inclusive da Câmara de Vereadores.
Já o SindProfNH lembra que o município recebeu recursos do governo federal através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Não são valores do orçamento da Prefeitura, sendo que a maior parte dos recursos enviados via Fundeb devem ser utilizados no pagamento dos profissionais da educação.
Os professores devem fazer protestos, a partir de segunda-feira, no Centro Administrativo Leopoldo Petry.
GREVE DE 2015
Em 2015, a greve dos professores foi a maior da categoria. Foram realizados vários protestos no Centro Administrativo Leopoldo Petry, com direito a jingle contra o governo Lauermann.
Integrantes de um grupo teatral também encorparam o movimento, simulando que a educação no município estava num estágio de “morto-vivo”. Em uma das trilhas, o refrão era: “A educação em Novo Hamburgo é um filme de terror…”
A seguir, estão dois vídeos dos protestos realizados no Centro Administrativo Leopoldo Petry. A trilha sonora é de um clássico de Michael Jackson adaptado para a realidade de Novo Hamburgo, em 2015:

























