Uma pianista que dedicou sua vida à arte será a Cidadã de Novo Hamburgo de 2020.
Nascida em 25 de julho de 1922, em Ijuí, Emília Margret Sauer, conhecida como Dona Emi, foi escolhida por meio de votação secreta realizada no último dia 9, no Legislativo. A indicação do nome foi feita pelo vereador e historiador Felipe Kuhn Braun (PP).
Como pesquisador, o parlamentar acompanhou a trajetória da artista e educadora que fundou o Instituto de Belas Artes de Novo Hamburgo (IBA), espaço de referência para a cultura hamburguense.
A entrega do certificado está prevista para a última semana de outubro.
Aos 98 anos, com um espírito vivaz, Dona Emi recorda com carinho os momentos vividos – e até mesmo os desafios enfrentados. Dedicação e técnica marcaram as aulas ministradas pela instrutora de piano, responsável pela formação musical de inúmeros alunos ao longo de sua carreira.
Filha de alemães emigrados para o Brasil em 1920 – o arquiteto Jacob Sauer e escritora Clara Maria Sauer –, ela e sua família estabeleceram-se em Lomba Grande em 1928, quando o pai se candidatou à vaga de pastor na Comunidade de Confissão Evangélica Luterana.
Tanto Emília quanto a irmã Elizabetha cursaram música no conservatório Carlos Gomes, no Colégio São José, de São Leopoldo, onde, depois de formadas, foram professoras por quatro anos.
Com a morte do pai, as duas, juntamente à mãe, montaram uma pequena escola, onde davam aulas de piano e a mãe lecionava inglês, francês e alemão. Inicialmente, as instruções eram dadas em um pequeno chalé na rua Corte Real.
PROPAGANDAS
Na ocasião, eram vizinhas da sede do jornal O 5 de Abril, cujo proprietário – Werner Behrend, Patrono da Imprensa de Novo Hamburgo – incentivou o trabalho das educadoras através da publicação de propagandas gratuitas nas edições do periódico. Com o passar do tempo e algumas mudanças de endereço, a instituição passou a contar com professores de dança e artes plásticas e estabeleceu-se na rua Primeiro de Março.
A partir dessa época, a pianista conhece o austríaco Alfredo Häckl, que se tornaria seu marido. Na segunda metade dos anos 60, Emi Sauer deixa a direção do IBA atendendo a um apelo de Häckl. Em seu lugar, assume a professora e artista plástica Beatriz Rahde, que capitaneia o instituto até sua anexação à Feevale, em 1970.
Em dezembro de 2018, o Portal Martin Behrend destacou a recuperação da Casa das Artes e o piano de Emi Sauer: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Emília ainda trabalhou no colégio Visconde de São Leopoldo como professora de canto orfeônico e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) com musicoterapia.
MULHERES
Apenas seis cidadãs receberam espaço de destaque por sua contribuição ao Município, em galeria que chega agora a 46 nomes: Emília Margret Sauer (2020), Valderez Terezinha Schmitz (2019), Jurema Reis de Oliveira Guterres (2018), Cyria Wittmann – Irmã Generosa (2013), Maria Paula Biondi (2003) e Irmã Maria Valéria (1984).
Cidadãos de Novo Hamburgo
1. Sebastião Adroaldo Pereira – 1957
3. João Avelino Schuster – 1977
4. Pastor Wilhelm Pommer – 1978
5. Cônego José Luiz Klafki – 1978
6. João Côrrea da Silveira – 1980
8. Plinio Arlindo de Moura – 1983
9. Dr. Antônio Bemfica Filho – 1984
11. Dr. Flávio Bernardo Jeckel – 1985
13. Mário Alberto Gusmão – 1990
14. Bispo Dom Frei Boaventura Kloppenburg – 1990
16. Francisco Xavier Kunst – 1996
17. Octávio Oscar Bender – 2000
20. Larri Antônio dos Passos – 2001
22. Victor Nicolau Körbes – 2002
25. Ernesto Frederico Scheffel – 2004
27. José Omar Lima dos Santos – 2006
28. Atalíbio Antônio Foscarini – 2007
30. Élio Antônio Giacomet – 2008
31. Lourival de Souza Pereira – 2008
32. Luiz Flavio Baptista – 2008
33. Monsenhor Oscar João Colling – 2008
36. Reinaldo Von Reisswitz – 2011
38. Cyria Wittmann – Irmã Generosa – 2013
42. Miguel Henrique Schmitz – 2017
43. Rosalvo Antônio Johann – 2017
44. Jurema Reis de Oliveira Guterres – 2018
45. Valderez Terezinha Schmitz – 2019

























