Nesta semana, os pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, estão recebendo milhares
de visitantes para a 45ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos
Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes). A
feira começou nesta terça-feira (8) e se estende até esta quinta-feira (10).
Nestes dois primeiros dias de Fimec, o otimismo é marca
registrada entre expositores e visitantes. E os números confirmam essa realidade.
Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias
de Calçados (Abicalçados) apontam que, em fevereiro deste ano, foram embarcados
13,58 milhões de pares, que geraram US$ 108 milhões, altas tanto em volume
(+36,2%) quanto em receita (+75,5%) em relação ao mesmo mês do ano passado.
Com o resultado, no primeiro bimestre do ano, o setor
calçadista acumula a exportação de 27,57 milhões de pares por US$ 209,23
milhões, incrementos em volume (+40%) e em dólares (+70,8%).
RECUPERAÇÃO
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o
resultado do bimestre é o melhor desde 2011. “O ano de 2022 é de recuperação
das receitas geradas com os embarques, com recomposição do preço médio em todos
os segmentos. A demanda internacional está aquecida e existe uma tendência, em
especial do mercado norte-americano, de migrar suas importações de calçados da
China para o Brasil, tanto em função da guerra comercial entre os dois gigantes
quanto pelo encarecimento dos fretes da Ásia e a necessidade de pulverizar os
fornecedores em função das incertezas globais”, avalia o executivo.
Ele ressalta que o número também mostra importante
recuperação ante a pré-pandemia, em 2019. Em receita gerada, o Brasil exportou
14,8% mais do que no mesmo período daquele ano.
DESTINOS
Principal destino do calçado brasileiro no exterior ao longo
do primeiro bimestre, os Estados Unidos importaram, no período, 4 milhões de
pares, pelos quais foram pagos US$ 60,58 milhões, resultados superiores tanto
em volume (+97,8%) quanto em receita (+130,2%) ante o mesmo ínterim de 2021.
Segundo Ferreira, quase um terço das receitas com embarques foram provenientes
dos Estados Unidos, o melhor resultado em 16 anos.
O segundo principal destino do calçado brasileiro no bimestre foi a Argentina,
sendo que a a França foi o terceiro destino do calçado brasileiro em janeiro e fevereiro..
ESTADOS
No bimestre, o principal exportador de calçados foi o Rio Grande do Sul.
Respondendo por 43,5% do total gerado com os embarques no período, o Estado
enviou 6,93 milhões de pares ao exterior, o que gerou uma receita de US$ 91
milhões.
Os números são maiores tanto em volume (+60,7%) quanto em
dólares (+76%) em relação ao mesmo período do ano passado.

























