A iminência de ver o trabalho de uma vida se somar às estatísticas de empresas que foram à falência por causa da pandemia de Covid-19 impulsionou empresários hamburguenses a se juntarem em busca de auxílio do poder público.
Representantes da União das Casas de Festas e Eventos (UCFE) conversaram, nesta semana, com o presidente da Câmara, Gerson Peteffi (MDB), e com o vereador Enio Brizola (PT), presidente da Comissão de Competitividade, Economia, Finanças, Orçamento e Planejamento (Cofin) e responsável por promover o encontro, e entregaram um diagnóstico do segmento e uma série de reivindicações da categoria.
O setor está com as atividades suspensas desde o dia 15 de março.
Segundo a UCFE, foi o primeiro ramo a parar diante do surto de coronavírus, e deve ser o último a receber autorização para retomar as atividades. A necessidade de se evitar aglomerações e contatos e impedir o rápido contágio pelo vírus é o principal motivo.
Levantamento recente feito pelo grupo indica que há mais de 60 empresas dessa área em Novo Hamburgo, envolvendo as contratações de garçons, copeiros, cozinheiros, fotógrafos, seguranças, entre outros, com renda média de R$ 850 mensais, de acordo com Claudinei Nunes de Almeida, da Inflável Park.
As projeções do grupo, caso a situação se mantenha, são de um cenário desolador. “Se não houver um subsídio para custear nosso setor nesse período de impossibilidade de reabertura, 90% das empresas vão sumir do mercado. Estamos pedindo socorro. Sabemos que há o entendimento de que não somos essenciais. Algumas casas já enfrentam ordem de despejo, além de cobranças judiciais de clientes que cancelaram seus eventos e não aceitam remarcações”, declarou Almeida.
ESCOLAS INFANTIS
No dia 15 de julho, outro grupo de empreendedores esteve na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo.
As professoras Cíntia Sommer e Vanessa Reis, integrantes da União das Escolas Privadas de Educação Infantil de Novo Hamburgo, reuniram-se com Gerson Peteffi (MDB) e com Enio Brizola (PT).
As educadoras entregaram um documento no qual expõem os problemas enfrentados pelas instituições no Município e pedem apoio dos parlamentares nas demandas pleiteadas junto ao Executivo. Elas reforçam a necessidade de a Administração Municipal apresentar um projeto de ajuda financeira para as escolas e outros segmentos que estão impedidos de realizar as suas funções, transparência nas informações quanto à retomada das atividades presenciais e retorno em relação ao plano de contingência protocolado na Prefeitura no mês de junho.
Além disso, reforçam a necessidade de representação da rede privada nas reuniões e decisões relacionadas à educação municipal, principalmente em tempos de pandemia.
As professoras já se reuniram com a prefeita Fátima Daudt no dia 19 de maio, e foram informadas por ela que não seria possível viabilizar uma ajuda econômica para as instituições em função de não poder privilegiar um determinado segmento.
No entanto, as educadoras ponderam que ocorreu a aprovação do Projeto de Lei nº 30/2020, de autoria do Executivo, que autoriza a concessão de subsídio ao Serviço Convencional de Transporte Público Coletivo de Passageiros enquanto vigente o estado de calamidade pública em Novo Hamburgo. “Cabe citar que diversos municípios de nossa região já se organizaram e estenderam subsídios para a manutenção de suas micro e pequenas empresas em tempos de pandemia”, esclareceram.

























