Os
cuidados sanitários contra a Covid-19 e a vacinação estabelecem um cenário
menos letal atualmente em relação ao ano passado.
Devido às medidas de
prevenção adotadas, começa-se a observar uma diminuição no número de
casos graves, com menos internações, e um menor índice de mortes pela
doença.
“A gente teve no mês de janeiro o maior número de
atendimentos da Covid que se tem notícia nesses últimos tempos”, observa
o diretor técnico responsável pelo Hospital Municipal de Novo Hamburgo, dr. Augusto Rafael Lengler Vargas.
De acordo com o médico, o
atual panorama de maior fluxo de casos vem traçando uma rota que se
iniciou na África do Sul, onde se descobriu a Ômicron, e seguiu para a
Europa e os Estados Unidos. Agora, essa linhagem do novo coronavírus fez
a pandemia entrar em escalada na América Latina e no Brasil.
“Se
o paciente tiver comorbidades, estiver com a imunidade mais baixa ou
não estiver vacinado, ele tem chance aumentada de ter uma forma mais
grave da doença”, acrescenta o médico. “Os pacientes com Covid em UTI,
de um modo geral, são aqueles que não estão imunizados ou não têm o
esquema vacinal completo.” Conforme Vargas, podem estar também
mais debilitados, apresentarem capacidade de defesa do organismo mais
baixa ou alguns tipos de doenças associadas.
ÔMICRON
De acordo com o
médico, o primeiro mês do ano foi marcado por um incremento substancial
na quantidade de atendimentos no Centro de Triagem Covid (CTC), e isso
se deu pela tipificação do próprio vírus. “A Ômicron é uma variante que
tem uma capacidade de disseminação muito maior, sendo bem mais rápida do
que as cepas anteriores, como a Delta e a Gama”, assinala. “Nunca
chegamos ao patamar que nós estamos na porta de entrada do CTC”, analisa
o médico. “Praticamente, dobrou a procura pelo nosso hospital e a
demanda segue em crescimento.”
Vargas também reitera que, para dar vazão à demanda e não
sobrecarregar o sistema de saúde, a equipe passou a contar com mais
profissionais tanto na porta de entrada quanto na emergência hospitalar.
Durante o dia, no CTC, três médicos atuam no atendimento nessa porta de
entrada e um médico fica na Sala Vermelha, da Emergência, para Covid. À
noite, três médicos atendem pelo CTC tanto na porta de entrada como na
Sala Vermelha.
MAIS ATENDIMENTOS, MENOS INTERNAÇÕES
E os números falam por si. Em março de 2021, no
auge, foram 3.055 atendimentos e em janeiro deste ano, 5.110. Mesmo
assim, a realidade atual está bastante distante do cenário de
hospitalizações e óbitos em um passado ainda recente. “A gente busca
passar à população o quanto é necessário continuar com as mesmas medidas
porque, de fato, elas têm contribuído para amenizar o alastramento da
doença”, destaca o diretor
Ao mesmo tempo, volta-se a
sublinhar a importância das medidas preventivas que todos já conhecem.
Ou seja, a lavagem das mãos, o uso do álcool gel e de máscara
devidamente, sempre que for sair, além de se manter fora do alcance do
vírus pela distância segura e longe de aglomerações. “Como a pandemia
ainda não acabou, porque o quadro de transmissão persiste, a gente pede
encarecidamente a todos que não baixem a guarda, porque se cuidar é
fundamental”, ressalta o médico. “Conheço pessoas que, por terem esses
cuidados de maneira mais ostensiva, não se contaminaram até agora.”
Neste sábado (5), conforme dados monitorado pelo governo estadual, a taxa de ocupação dos leitos do Hospital Municipal está assim:
UTI SUS – 57,6%
UTI leitos privados – 90%
Leitos Covid-19 Fora de UTI Adulto – 26,7%
Respiradores em UTI adulto – 34,9%
É bom lembrar que, em outros momentos de pico da pandemia, o Hospital Municipal registrou superlotação, sendo que os números de contaminados eram inferiores aos registrados neste começo de 2022.
SINTOMAS
Os
sintomas mais comuns entre os infectados pela Ômicron são febre,
coriza, dor de garganta e dor no corpo, sendo a maioria com casos leves.
Perda de paladar, de olfato e tosse seca não costumam ser os primeiros a
ser relacionados, ao contrário do que ocorre com outras cepas.
Estudos
científicos têm sugerido que a Ômicron é menos agressiva que as
variantes anteriores, entre outros aspectos, por ter menor capacidade de
invadir o tecido pulmonar.
Ao que tudo indica, a doença respiratória
por Ômicron parece se concentrar mais no trato superior, o que torna
indispensável a vacinação infantil por serem as crianças o grupo que
mais costuma ter problemas de infecções nas vias aéreas que se situam
fora da cavidade torácica.
Fazer
o teste assim que surgirem os sintomas, para comprovar ou descartar a
infecção, é uma medida ainda mais importante nesta altura da pandemia.
No caso de resultado positivo, o isolamento é a forma de se evitar a
propagação do vírus e as hospitalizações.

























