Devido à piora nos indicadores de propagação da Covid-19 e da capacidade de atendimento do sistema de saúde, cinco regiões do Rio Grande do Sul migraram para bandeira VERMELHA na sétima rodada do Distanciamento Controlado.
Porto Alegre, Capão da Canoa/Tramandaí, Novo Hamburgo/São Leopoldo, Canoas e Palmeira das Missões, que estavam em bandeira laranja (risco epidemiológico médio) foram para vermelha (risco alto).
O Distanciamento Controlado passa a ter um prazo para eventuais recursos das Associações de Municípios aos números levantados em cada um dos 11 indicadores que integram o modelo.
As entidades podem apresentar recurso em até 24 horas (18 horas de domingo). Na segunda-feira (22), o Gabinete de Crise fará nova análise e divulgará à tarde as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 23 a 29 de junho.
Esta é a última rodada em que a divulgação das bandeiras está sendo feita no sábado. A partir da próxima, a coleta de dados será na quinta-feira e o anúncio do mapa preliminar ficará para sexta-feira.
Dentre os ajustes feitos no Distanciamento Controlado, o governo definiu que as regiões classificadas com cor vermelha não poderão ter regras mais brandas que as estipuladas no Decreto Estadual, nas Portarias da Saúde e nos Protocolos Segmentados.
NÚMEROS NO RS
O número de novas hospitalizações por Covid-19 no Rio Grande do Sul, nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior, apresentou aumento de 55%, passando de 320 para 496. O mesmo se observa com o número de internados em leitos clínicos para Covid-19, que passou de 254 para 386 internações – crescimento de 52%.
O agravamento também é observado no número de casos ativos na última semana, em que passou de 1.456 para 2.402. Por fim, com relação ao número de leitos de UTI livres no último dia, o quantitativo passou de 594 para 600, demonstrando a abertura de novos leitos de UTI no Estado.
RESUMO DA SEMANA
• O número de novos registros de hospitalizações SRAG de confirmados Covid aumentou 55% entre as duas últimas semanas (320 para 496);
• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 2,7% no Estado entre as duas últimas sextas-feiras (365 para 379);
• O número de internados em leitos clínicos com Covid no RS aumentou 52% entre as duas últimas sextas-feiras (255 para 386);
• O número de internados em leitos de UTI com Covid no RS aumentou 9,9% entre as duas últimas sextas-feiras (232 para 255);
• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid no RS aumentou 1% entre as duas últimas sextas-feiras (de 594 para 600);
• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 54% entre as duas últimas semanas (de 56 para 86).
• As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos 7 dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (137), Caxias do Sul (76), Passo Fundo (33), Novo Hamburgo (61) e Santa Maria (49).
MACRORREGIÃO METROPOLITANA
Após seguidos alertas da piora em hospitalizações por Covid-19 e da ocupação de leitos clínicos e de UTI, a macrorregião metropolitana ficou quase a totalidade em bandeira vermelha. Apenas a região de Taquara, que tem apresentado bons indicadores desde o início da pandemia, conseguiu a manutenção de bandeira amarela.
Os números de internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em UTI, de pacientes Covid-19 em leitos clínicos (confirmados) e de pacientes Covid-19 em leitos de UTI (confirmados) tiveram aumentos entre as duas semanas.
Com relação à SRAG, enquanto sete dias atrás havia 157 internados, nos dados desta sexta-feira (19/6) a quantidade de pacientes subiu para 212. No caso de leitos clínicos, o número de pacientes passou de 140 para 206 – aumento de 47%. E com relação aos internados por Covid-19 em leitos de UTI, o aumento foi de 36%, passando de 97 para 132 pacientes.
Não apenas os indicadores que mensuram a velocidade do avanço na macrorregião tiveram deterioração, mas os relacionados a capacidade de atendimento e a mudança da capacidade de atendimento também apresentaram agravamento da situação. Enquanto na semana passada havia 2,99 leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 1,73.
No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas sextas-feiras, a complicação permanece, demonstrando o avanço da pandemia na população da macrorregião metropolitana. Como este indicador reflete a capacidade de atendimento, o alerta é bastante expressivo, principalmente por que é a principal macrorregião do Estado em termos de atendimento à saúde.
Com isso, tanto as bandeiras dos indicadores de internados por SRAG e de pacientes Covid-19 em leitos clínicos quanto as de capacidade de atendimento e mudança da capacidade de atendimento, todas mensuradas pela macrorregião, mudaram de laranja para vermelha nesta semana.
Com a alteração para Bandeira Final Vermelha, objetiva-se que a propagação do vírus inicie um processo de redução, porém ao mesmo tempo, pode ser esperado a continuidade do aumento na utilização da capacidade hospitalar no curto prazo tendo em vista o tempo necessário entre a ação de restrição e a diminuição de crescimento nas hospitalizações.
REGIÃO NOVO HAMBURGO
Assim como as demais regiões metropolitanas (com exceção de Taquara), o deterioramento da situação também é observado na região de Novo Hamburgo. A região apresentou piora em todos os indicadores que mensuram a Propagação da Doença.
Dos quatro indicadores de Velocidade do Avanço, dois obtiveram bandeira preta e dois bandeira vermelha. Para os de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População, que são mensurados com base na Região, todos apresentaram Bandeira Preta. A partir disto, a Região obteve a Bandeira Final Vermelha, atingindo risco alto na região.
No comparativo de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias, entre as duas últimas semanas, houve um aumento de 154% (as hospitalizações foram de 24 para 61) na Região.
A ocupação de leitos clínicos e de UTI, para SRAG ou confirmados para Covid, tiveram aumentos entre as duas semanas, contribuindo com o agravamento dos indicadores da macrorregião. O crescimento relevante nas hospitalizações e nos internados, provoca um alerta de risco no avanço da doença.

























