A manhã da próxima quarta-feira (26) será de intensa mobilização policial no Centro de Novo Hamburgo.
Homens armados, viaturas policiais de unidades especializadas e equipes da Brigada Militar vão estar no entorno da agência do Banco do Brasil, na Rua Engenheiro Inácio Cristiano Plangg, 20, localizada em frente à Praça 20 de Setembro.
Mas, atenção! Será um exercício. Será uma simulação de roubo a banco.
A informação está sendo divulgada pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Rio dos Sinos (CRPO/VRS)
Este exercício no coração de uma das cidades mais movimentadas do Vale do Sinos tem por objetivo o aperfeiçoamento da Brigada Militar no combate ao crime organizado, especialmente no ataque a instituições bancárias.
QUEDA NAS OCORRÊNCIAS
No começo deste mês, o governo do Estado divulgou um balanço sobre os índices de criminalidade no Rio Grande do Sul, nos últimos anos.
Um dos crimes que teve queda mais significativa é o roubo a bancos.
Em 2018, foram contabilizadas 192 ocorrências de furto e roubo a estabelecimentos bancários. No primeiro ano da atual gestão, em 2019, com a implantação do RS Seguro, o número baixou para 110.
Em 2020, nova queda, dessa vez mais do que pela metade, para um total de 48 casos. E no ano passado, outro recorde, com redução para 40 registros, o que significa retração de 79,2% na comparação com três anos antes.
No período, as quedas consecutivas representam 378 ataques a banco a menos no Rio Grande do Sul.
QUALIFICAÇÃO
A qualificação das investigações realizadas pela Polícia Civil, com o mapeamento de quadrilhas e criminosos especializados nesse tipo de delito, tem permitido a execução de ordens judiciais que atestam a sua periculosidade e ampliam o período de manutenção de suas prisões, além de facilitar as condenações.
Também colabora para o resultado o trabalho integrado com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), que, além de realizar o levantamento de impressões digitais pelos papiloscopistas, ampliou o serviço com a inclusão da coleta de material genético nos locais de roubo a banco. Todo vestígio deixado pelos criminosos passa por análise para a extração de DNA.
Os resultados integram um banco de dados que armazena o perfil genético do envolvido e identifica a sua autoria. As informações podem ser comparadas com amostras coletadas em outras situações, o que possibilidade relacionar o envolvimento de participante em diferentes crimes.
ANTECIPAR O CRIME
Além disso, a Operação Angico da Brigada Militar é umas das estratégias que permitem antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com táticas de pronta-resposta e cerco policial.
A metodologia da Angico está focada em três pilares: fiscalização ativa para evitar desvios, furtos e roubos de explosivos; mobilizações focadas em prisões de assaltantes e utilização de efetivo especializado com suporte da inteligência.
Foi a mobilização de pronta-resposta que impediu o sucesso de um roubo a motorista de carro-forte em Guaíba, em 29 do dezembro. Imediatamente após o crime, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal, a Brigada Militar já havia fechado o cerco para impedir a fuga dos assaltantes.
Minutos após o fato, dois deles acabaram presos e, poucas horas depois, outros dois acabaram mortos ao resistirem à abordagem e partirem para o confronto com tropas do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A ação permitiu a recuperação de R$ 3,7 milhões, além de veículos, armas e munições em poder dos criminosos.
Além da ousadia e do volume de recursos envolvidos, a repercussão do fato foi ampliada em razão de o trabalho das forças de segurança ter tornado inexistente esse tipo de ocorrência no Estado.
Os últimos assaltos a carro-forte no Rio Grande do Sul ocorreram em 2018, com nove fatos naquele ano, não à toa, antes da implantação do RS Seguro.

























