Hoje, o empresário Gabriel Rodrigues completaria 33 anos. Filho, marido e pai, ele não alcançou essa marca. Rodrigues foi vítima da pena de morte brasileira. Na noite de 16 de junho de 2014, o hamburguense foi assassinado por um foragido do regime semiaberto no pátio de sua casa, em Novo Hamburgo. Diferentemente da Indonésia, que anuncia na imprensa e marca um horário para eliminar traficantes, a pena de morte brasileira é dezenas de vezes mais perversa, cruel e sanguinária: ela tira a vida de inocentes a qualquer hora, em qualquer dia, em qualquer local. Quem será o próximo inocente a tombar?
A família do empresário não quer que outras famílias passem pelo sofrimento que eles estão vivendo. É por isso que este 29 de abril de 2015 se transformou no Dia Amarelo. A iniciativa é um manifesto pacífico contra a violência e em memória de Gabriel Rodrigues.
O pedido é que, hoje, centenas ou milhares de hamburguenses usem amarelo para registrar sua indignação contra a violência no município.
Vale roupas, calçados, adesivos, bandeiras, panos ou qualquer outra forma de manifestação em que o amarelo esteja presente.
Em minha residência, por exemplo, convoquei meus dois filhos na manhã de hoje e penduramos a camisa da seleção brasileira com seu amarelo dourado reluzente. E disse para eles: “Esse é um gesto para agradecer pela vida e, igualmente, pedir proteção para que a gente passe muito tempo juntos”. Eles não entenderam bem, mas gostaram da “função matinal”.
Além da manifestação com amarelo, está prevista uma concentração de pessoas às 18h30, na Catedral São Luiz, onde haverá um ato simbólico em repúdio à violência. Também
foi criado no Facebook um evento para o Dia Amarelo:https://www.facebook.com/events/468469003305742. A família pede que as pessoas fotografem suas manifestações com o amarelo em 29 de abril e enviem as imagens para registro da grande mobilização que se espera para a data.

























