O Brasil desperdiça, na média 37% da água tratada pelas companhias. Significa que mais de 1/3 de toda água tratada não é aproveitada – se perde em vazamentos, furos, canos estourados, etc. Em Novo Hamburgo, essa realidade não é muito diferente, e o desperdício fica na casa dos 30%. A partir disso, a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo procura investir em mecanismos capazes de detectar vazamentos ocultos de água. A autarquia vem conseguindo evitar que 2,5 mil litros por dia se percam com o uso da geofonia. O processo consiste na utilização de um aparelho que identifica vazamentos por meio de ruídos. Somente em 2014, foram 707 verificações, com a confirmação de 60 vazamentos ocultos.
Desde 1998, ano em que a Comusa começou a operar no município, já se usava a geofonia para identificar vazamentos ocultos. Porém, os equipamentos usados na época eram mecânicos. “Atualmente, a autarquia utiliza quatro aparelhos eletrônicos para a execução do serviço. Estamos sempre em busca de novas tecnologias que apresentem mais precisão na identificação de vazamentos”, salienta o responsável pela equipe de Controle de Perdas, Dirceu Ávila Júnior.
Os trabalhos são realizados todos os dias pela equipe do Centro de Controle de Operações (CCO). Com o uso de geofones e hastes de escuta, os servidores conseguem detectar os vazamentos. Com a confirmação, o conserto fica sob responsabilidade da Unidade de Serviço da autarquia. Além de evitar o desperdício, o trabalho evita desabastecimentos e problemas de baixa pressão. Em 2014, a varredura foi realizada em uma extensão de 116 quilômetros.

























