Após vários meses com o trabalho de publicidade “órfão”, a Prefeitura de Novo Hamburgo e a Comusa divulgaram o resultado da concorrência para contratação de agências de publicidade. As vencedoras foram a Y Propaganda, de Novo Hamburgo, e a DEZ, de Porto Alegre. Num período de 12 meses, Prefeitura e Comusa desembolsarão R$ 3,350 milhões por serviços de publicidade – valor global. Por mês, serão praticamente R$ 280 mil repassados para as duas agências.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo confirmou que o valor de R$ 3,350 milhões será dividido pelas agências conforme detalhamento do contrato – que ainda não foi publicado no Portal da Transparência do município. Nas redes sociais, surgiu a dúvida que a administração estaria pagando duas vezes R$ 3,350 milhões, pois foram publicados dois editais com este valor. Contudo, se trata do mesmo contrato, sendo que a publicação dupla ocorreu em função de se tratar de Prefeitura e Comusa.
Nesta semana, foi possível verificar que o trabalho das agências vinha sendo realizado mesmo antes da publicação dos vencedores. Em jornais de Novo Hamburgo, anúncios de página inteira divulgam a programação do aniversário de 88 anos do município. Detalhe: estamos quase no final de abril quando começou a ser divulgada a campanha oficial dos 88 anos de Novo Hamburgo, inclusive com uma identidade visual própria para esta data. Sem dúvida, um gritante erro de planejamento.
Em relação às agências vencedores e contratadas, a comunidade hamburguense está bem servida. A DEZ é uma das mais importantes agências gaúchas e, entre seus clientes, atende Universidade Feevale, Jorge Bischoff, Oi, Fiat, Dakota, RBS, BarraShoppingSul e Governo do Estado. E a Y Propaganda é uma das mais prestigiadas agências do Vale do Sinos e, entre seus clientes, atende Grupo Sinos, Merkator Feiras e Eventos – Sicc, 40 Graus e Zero Grau – e Fasolo.
PS: Eu sou a favor de investimento em publicidade por qualquer governo. Desde que seja publicidade com informação: campanha do agasalho, uso racional da água, campanha de vacinação, dicas para combater o mosquito da dengue, divulgação de programação e eventos, etc. O que não se aceita é
rasgar dinheiro com campanhas falsas, ilusórias
e teatrinhos com flores e praças, quando se sabe a gravidade dos problemas locais.

























