Não bastassem os anúncios do ressurgimento de tributos,
reajustes na energia elétrica e combustíveis, aumento da taxa de juros para financiar casa própria e cortes em investimentos de ministérios, mais uma notícia ruim para marcar o começo de 2015: o asfalto ficará quase 30% mais caro na comparação com o ano passado. A explicação está no material que serve de base para fazer o asfalto, que teve aumento recorde de preço em 2014. O reajuste do chamado Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) foi de 28% – 10% em novembro e 18% em dezembro. É o maior dos últimos cinco anos e quatro vezes superior à inflação oficial.
Conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do RS (Sindibritas) e da Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas), Pedro Antônio Reginato, a alta no preço final do produto é inevitável.
“Está gerando um desequilíbrio nos custos e estamos refazendo o planejamento das obras. Todos os serviços de asfalto das prefeituras, governos estaduais e órgãos federais terão aumentos maiores” prevê Reginato.
O reajuste também pode impactar no ritmo de obras públicas. Com o aumento acima do previsto, os valores contratados inicialmente não compensam para as empresas.
“Vamos tentar repactuar os contratos e reajustar os valores para que não tenhamos prejuízo”, lamenta Reginato, lembrando que a burocracia pode parar obras e atrasar as inaugurações.

























