Depender de ambulâncias do Samu em Novo Hamburgo não está tão tranquilo. Nesta segunda-feira, por exemplo, três veículos estavam parados na oficina. Existe a denúncia de que uma quarta ambulância – da Prefeitura, chamada de ambulância branca – também está com problemas.
Um dos carros, inclusive, foi para reparos após se envolver em acidente de trânsito – uma das hipóteses investigadas, ainda não confirmada, é que a ocorrência pode ter ocorrido em função de problema apresentado pelo próprio veículo.
Segundo hamburguense que precisou chamar o Samu, ele ficou sabendo destes problemas e resolveu levar um familiar para o hospital por contra própria. A indignação era grande. “Depois, se alguém morre por falta de ambulância, ninguém assume a responsabilidade. É vergonhoso esta falta de planejamento e manutenção nos veículos”, desabafou. Lembro que, atualmente, a área da Saúde tem decisões ocorrendo em clima familiar: a secretária municipal de Saúde, dra. Suzana Ambros Pereira, é mãe de criação da presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, Simone Zucolotto.
Recebi o seguinte esclarecimento da assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo. “A questão das ambulâncias está assim: três são os veículos do Samu em Novo Hamburgo. Dois estão na oficina para reparos e um voltou a atendimento no fim da tarde. Como o município possui carros para situações como estas, atualmente há, da mesma forma, três veículos, sendo dois do Samu e um da Secretaria de Saúde, dando retaguarda aos atendimentos. Até o ano passado isso não era possível, pois em novembro de 2013 o município foi contemplado com duas novas ambulâncias.”
O esclarecimento da Prefeitura não atualiza o cobertor curto desta realidade: se tem ambulância do Samu na oficina, as ambulâncias brancas são acionadas para preencher esta lacuna e, naturalmente, deixam de prestar serviço para a comunidade nos deslocamentos existentes nos postos de saúde, UPAs e deslocamentos intermunicipais necessários para alguns exames. O Samu e as emergências até podem ser cobertos por estes outros veículos, mas alguém fica privado deste serviço.
Finalizo lembrando e lamentando que tive um colega de profissão que se envolveu em acidente de trânsito e esperou no asfalto quente por quase uma hora a chegada de ambulância do Samu. Se o atendimento tivesse disso imediato, as chances dele ter sobrevivido seria bem maiores. Ele morreu. Ambulâncias paradas na oficina não salvam vidas.
A comunidade agradece um melhor planejamento nesta área da Saúde do município.

























