Um dos educandários mais tradicionais de Novo Hamburgo está refém da insegurança. O relato é de pais de alunos Colégio Estadual Wolfram Metzler e em boa parte referendado pela diretora, Ediles Stefanelo Radaelli. Localizado na esquina da Avenida Nicolau Becker e Rua Silveira Martins, a escola fica perto da Praça Pedro Alles, que costuma ser usada como rota de fuga ou até mesmo local de abordagem de estudantes que estão retornando para casa. Curiosidade: a escola fica a dois quarteirões da Central de Polícia.
A seguir o desabafo de uma mãe publicado no Facebook.
“Este é um apelo de uma mãe de aluno do Colégio Estadual Dr.Wolfram Metzler. Hoje ao buscar minha filha na escola tive a pior sensação que uma mãe pode ter. Coordenação da escola liberando os alunos antes do horário com medo dos assaltos que estão virando rotina naquela escola. Daí eu pergunto: onde está nosso prefeito, nosso secretário de Segurança, nossos vereadores? Por que não vejo
ninguém resolvendo o problema, que não é de hoje! Vejo, sim, professores e direção preocupados com seus alunos, com o que pode acontecer com eles na saída da escola. Sem policiamento nenhum. E tenho a certeza que a escola liga e solicita que a polícia interaja pelas nossas crianças! Virou rotina as " gangues "aparecerem no final do turno da tarde, principalmente nas sextas-feiras e roubam celulares, tênis, roupas e, principalmente, amedrontarem nossos filhos. E ninguém faz nada! Onde estão nossos políticos que prometem segurança? Hoje, ao buscar minha filha, vi olhares amedrontados, crianças correndo, peguei minha filha e algumas colegas, coloquei dentro do meu carro e fui levar para casa. Pergunto, onde isto vai acabar? Algo a dizer senhor prefeito?”
A diretora Ediles Radaelli confirma
que, em alguns casos, os alunos são liberados mais cedo de forma estratégica a fim de evitar alguns jovens que ficam à espreita na porta do colégio. Ela informa que a Brigada Militar procura fazer a ronda no colégio, especialmente no final de tarde, e que mantém contato permanente
com a BM sobre ocorrências. Em relação à Guarda Municipal, ela desconhece a presença da corporação no entorno do colégio.
A diretora destaca que não pode impedir a presença de jovens na calçada no lado de fora da escola e confirma: existem, sim, ocorrências envolvendo roubo de pertences pessoais dos estudantes. Ela não tem conhecimento de casos com violência ou que alunos tenham sido violentados, mas reconhece o problema.
Ediles Radaelli finaliza destacando que a direção do Wolfram Metzler está preocupada com esta situação da insegurança rondando os alunos do colégio e lembra que o problema não é de hoje – vem de anos. A diretora acrescenta que este é um problema social que atinge outras escolas do município e o desafio atual é como lidar com estes episódios.
Ela também sugere que os pais façam pressão nos políticos da cidade e região, pois eles têm como influenciar e trazer mais segurança para a comunidade escolar.

























