A guerra é cruel. Mata inocentes. Crianças. Civis. Homens e mulheres. A guerra silenciosa é ainda mais brutal, pois não se atacam os problemas. Morrem aposentados, adolescentes sofrem massacre, crianças são atingidas ao lado de avós, pais tombam na frente de suas famílias com o peito encharcado de sangue. Israel? Gaza? Ucrânia? Não, esta é a barbárie diária no Brasil. São mais de 60.000 assassinatos por ano. Média de 164 por dia ou quase sete assassinatos por hora. O Brasil responde por 11% dos homicídios de todo planeta! É revoltante!
Repasso números oficiais desta limpeza selvagem patrocinada pelos políticos de Brasília – eles poderiam mudar este panorama com outra legislação e postura mais atuante do Executivo.
BANCO MUNDIAL – O Brasil registra mais de 50 mil assassinatos por ano, o que represente 30% dos homicídios da América Latina e do Caribe.
Mais da metade das vítimas são jovens.
MAPA DA VIOLÊNCIA – Em 2012, 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996. Números com base no Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
ESTUDO GLOCAL SOBRE O HOMICÍDIO 2013 – Com dados relativos a 2012, o Brasil teve 50.108 homicídios
São dados oficiais. Há uma estimativa que estes números cresçam 10% a 15% com homicídios não detectados ou registrados pelo Estado. E assim superamos 60.000 assassinatos por ano.
Vejo gente revoltada com Israel, Gaza, Estados Unidos, mas se cala de forma constrangedora em relação a esta barbárie. É um genocídio oficial, pois o Estado aceita sem intervenções severas. Quer ficar indignado com Israel? Ou Hamas? Ou Estados Unidos? Pode ficar, lá também preocupa. Mas quero informar que aqui, no Brasil, a nossa guerra é bem pior. Muito mais sangrenta e desumana. A barbárie é diária e não respeita sexo, classe social ou religião.

























