Faltam menos de três meses para as eleições municipais de 6 de outubro de 2024.
No calendário eleitoral, está chegando o período de convenções partidárias e registros de candidatura.
De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações poderão realizar convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.
Após a definição das candidaturas, as agremiações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
NOVO HAMBURGO
Em Novo Hamburgo, são cinco nomes que se posicionam como pré-candidatos a prefeito: Fufa Azevedo (PT), Gustavo Finck (PP), Raizer Ferreira (PSDB), Tânia da Silva (MDB) e Tarcísio Zimmermann (PDT).
Todos seguem no páreo, embora o Portal Martin Behrend acompanhe movimentos para que alguns desistam e passem a fortalecer outra candidatura. Neste período, nada está 100% definido, embora determinadas posições estejam encaminhadas.
Na próxima semana, por exemplo, caciques políticos ligados a Raizer Ferreira e Gustavo Finck terão um encontro onde poderá ser costurada uma nova realidade, já fazendo acertos e combinações para as eleições de 2026. Tem pressão de todos os lados e existem pesquisas com cenários positivos para os dois nomes.
Já no campo identificado como esquerda, militantes e eleitores ainda sonham com uma dobradinha entre Fufa Azevedo e Tarcísio Zimmernann, embora esteja difícil convencer um dos dois a ceder a cabeça de chapa. Por enquanto, seguem os dois como pré-candidatos.
AVALIAÇÃO
Com esse cenário de cinco pré-candidatos, o Portal Martin Behrend faz uma análise independente dos pontos fortes e fracos de cada um. Existem mais pontos a serem destacados, mas se optou por três em cada categoria. Confira abaixo a avaliação:
FUFA AZEVEDO (PT)
Pontos fortes
– Vai ter apoio direto do presidente Lula (PT) e poderá explorar os eventuais ganhos que a cidade vai ter elegendo um prefeito petista.
– Embora já tendo um mandato como vereador em Novo Hamburgo, representa uma renovação de lideranças no PT hamburguense.
– Articulado e estudioso de pautas sociais, consegue circular em diferentes públicos.
Pontos fracos
– Não terá a mesma capilaridade que o PT já teve no município, perdendo espaço em movimentos sociais e de bairros.
– Atuou como vereador e também no Executivo da gestão do ex-prefeito Luis Lauermann, a pior administração da história de Novo Hamburgo.
– Em período recente, ficou mais distante do noticiário e de muitos momentos de visibilidade junto da comunidade hamburguense.
GUSTAVO FINCK (PP)
Pontos fortes
– Terá ao seu lado cabos eleitorais como o deputado federal Luciano Zucco (PL), o deputado estadual Rodrigo Zucco (Republicanos) e o deputado estadual Issur Koch (PP), entre outros.
– Tem uma imagem de renovação e de estar mais próximo do público jovem em razão dos projetos envolvendo o esporte.
– Vai captar muitos votos da direita e, principalmente, da extrema-direita na cidade.
Pontos fracos
– Seu passado de aliado de deputado comunista e socialista, militando ao lado de nomes como Manuela Dávila, incomoda parte da direita. No atual mandato, andou alinhado com sindicatos liderados por militantes do PT e do PSOL. Seu pai, o ex-vereador Carlos Finck, atuou nos governos locais do PT.
– Embora tenha histórico de atuação como assessor parlamentar, sua experiência como gestor público ou líder de equipes é muito pequena.
– Tem fama de carguista, fazendo carreira política como CC – independente de ideologias – e não gerando confiança sobre seus posicionamentos.
RAIZER FERREIRA (PSDB)
Pontos fortes
– Vai ter ao seu lado um puxador de votos na cidade, o deputado federal Lucas Redecker (PSDB), além do governador Eduardo Leite (PSDB).
– Tem perfil de conciliador e moderado, construindo pontes para viabilizar soluções.
– Foi chefe de gabinete da prefeita Fátima Daudt e secretário municipal de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários, tendo contato mais próximo com o funcionamento da gestão – antes do rompimento com o atual governo.
Pontos fracos
– É uma figura mais recente na política hamburguense e ainda não é tão conhecido da população.
– A saída recente como aliado do governo Fátima Daudt, após mais de sete anos atuando no Executivo e como vereador da base governista, provocou desgaste na imagem e questionamentos sobre compromissos na gestão.
– Poderá ser preterido do eleitor de centro-direita em razão da influência de deputados federais e estaduais que apoiarão outros nomes.
TÂNIA DA SILVA (MDB)
Pontos fortes
– Tem experiência na gestão pública em razão dos oito anos em que atuou como prefeita de Dois Irmãos – além de 12 anos como vereadora na mesma cidade.
– É muito próxima da área da saúde: tem formação como técnica em Enfermagem e atuou como diretora da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH).
– É próxima da prefeita Fátima Daudt, está num partido com longa tradição e muitos ex-prefeitos no município e terá realizações do atual governo para defender.
Pontos fracos
– Embora seja nascida, criada e tendo trabalhado em Novo Hamburgo, ficou muito tempo distante da cidade por estar trabalhando em Dois Irmãos. É desconhecida de muita gente.
– Vai enfrentar a resistência de alguns hamburguenses em votarem na indicação da Fátima Daudt – principalmente por críticas à gestão de crise no período das enchentes.
– Deverá ser atacada pelos adversários como sendo a sucessora de problemas que não foram resolvidos pela atual gestão.
TARCÍSIO ZIMMERMANN (PDT)
Pontos fortes
– Tem larga experiência na vida pública: prefeito, secretário estadual, deputado estadual e deputado federal, entre outros cargos, fazem dele o candidato com mais vivências no setor público.
– É uma das principais apostas do PDT no Rio Grande do Sul e certamente será prestigiado por deputados estaduais e federais da sigla.
– Seu nome é bastante conhecido da população e isso ajuda na aproximação de setores da comunidade. Foi prefeito de 2009 a 2012. Disputou a reeleição, venceu, mas não assumiu pois teve cassado o seu registro de candidatura.
Pontos fracos
– O PDT está sem vereador na cidade e tem baixa capilaridade no município. Está tendo de criar, em pouco tempo, uma base de apoio nos bairros.
– O eleitor de esquerda, sendo que a maioria é do PT, precisará ser convencido que ele tem a condição de agregar as forças esquerdistas na cidade.
– Se por um lado seu nome é conhecido, por outro vem de episódios desgastantes: em 2018, não se reelegeu deputado estadual; em 2020, foi o quarto mais votado a prefeito de Novo Hamburgo (13% dos votos válidos); e, em 2022, abandonou a campanha para deputado federal por falta de apoio.
TV CÂMARA
A TV Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo entrevistou, nas últimas semanas, os cinco pré-candidatos a prefeito. A condução das entrevistas foi do jornalista Jaime Freitas.
As entrevistas estão abaixo.
























